Boletim do NPC

Nota do NPC de apoio à ocupação Vito Giannotti

Foi com um misto de alegria e surpresa que recebemos a notícia de que movimentos de luta por moradia ocuparam um prédio do INSS abandonado há cerca de dez anos e batizaram a ocupação de Vito Giannotti. Leia a nota na íntegra!

28 de janeiro de 2016

Notícias do NPC

Claudia Santiago grava vídeo sobre a importância da ocupação Vito Giannotti

Assista!

Notícias do NPC

Gizele Martins explica a importância da Ocupação Vito Giannotti

A Ocupação Vito Giannotti é organizada pelos movimentos: Central dos Movimentos Populares (CMP), Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Nacional de Moradia Popular e Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro. A ideia é a construção de 28 unidades habitacionais e um espaço de educação e cultura. A Ocupação foi batizada de Vito Giannotti, militante da área da comunicação popular e sindical. A Ocupação Vito Giannotti fica localizada na Rua Sara, 85 - Santo Cristo. Assista o vídeo e veja as fotos da Ocupação Vito Giannotti.

Artigos

Matéria Vila Autódromo: Prefeitura do Rio continua ações contra Vila Autódromo: moradores resistem

[Por Gizele Martins] “Fui ao médico e quando eu cheguei os vizinhos falaram que a minha casa estava no chão. Não tinha mais nada, ainda estou com depressão. A Guarda Municipal não deixou eu pegar nem os meus remédios, eu recém operada, diabética e com 60 anos. Mas foi com o meu voto que coloquei o Prefeito lá, mas ele me colocou na rua”, este é o depoimento de Marisa do Divino, moradora há mais de 20 anos da Vila Autódromo, comunidade hoje espremida pelas grandes obras do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. Esta não é a realidade só de Marisa que perdeu a casa há três meses e sobrevive hoje do apoio dos vizinhos, são inúmeros outros na mesma situação no Rio. São mais de 100 mil moradores que já foram removidos ou que estão sofrendo o processo das remoções em diferentes favelas. Desde 2010, a Prefeitura do Rio está tirando do mapa inúmeras delas. A retirada delas de determinados locais é por conta da especulação imobiliária, para dar lugar a vias expressas e por causa das obras que estão sendo preparadas por toda a cidade por causa das Olimpíadas. Para quem acompanha a luta da Vila Autódromo, sabe que ela hoje está cercada por grandes prédios. São poucas casas que restaram ali, aproximadamente 100. São poucas famílias sem qualquer escolha, mas ainda resistindo. Janne Nascimento, aluna do Curso de Comunicação Popular do NPC, é uma das lutadoras daquele espaço. Ela passou anos dedicando a sua vida nesta briga contra a remoção, mas desde o ano passado que ela teve de sair da Vila Autódromo. “Fui obrigada a sair porque houve um decreto. Além disso, uma das minhas filhas estava doente, a outra largou o emprego porque ficou com medo dela chegar do trabalho e eu estar sozinha sem casa. Minhas filhas estão deprimidas, eu estou deprimida”, disse. Leia o artigo completo.

Entrevistas

Jornalista investiga expulsão de moradores causada pelas obras no Vale do Anhangabaú

Durante um ano de investigação, a jornalista Sabrina Duran preparou um dossiê sobre o projeto de requalificação do Vale do Anhangabaú, região que divide os centros Velho e Novo da cidade de São Paulo. O projeto foi feito por meio da parceria entre a prefeitura de São Paulo, o banco Itaú e um escritório dinamarquês. A partir de dados apurados em minuciosa pesquisa, a jornalista mostra que o que está por trás das parcerias público-privadas é o projeto neoliberal de fazer com que o Estado trabalhe para o grande capital, gerando lucro para as empresas. | Por Camila Araújo (NPC)| Leia a entrevista completa.

A Comunicação que queremos

Robert Crumb cede dois desenhos para protestos do Movimento Passe Livre

O cartunista americano Robert Crumb, conhecido por suas sátiras ao estilo de vida americano, cedeu dois desenhos de seu livro mais recente, "Viva a Revolução!"(Editora Veneta), para serem usados pelo Movimento Passe Livre (MPL) em cartazes e faixar para as próximas passeatas contra o aumento do preço da passagem dos ônibus. Esse livro é uma seleção de quadrinhos feita pela editora Veneta e foi publicado somente no Brasil. De acordo com Rogério Campos, editor da obra, um dos desenhos foi postado na página da editora, uma pessoa do movimento demonstrou interesse e ele se comprometeu em conseguir a autorização para uso da imagem. Ainda segundo Campos, Crumb adora movimentos sociais e depois de ver alguns links sobre as manifestações, ele não só liberou o uso daquela imagem como enviou outra. [Com informações de Folha de São Paulo]

Proposta de Pauta

1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes, diz estudo

Um retrato recente da desigualdade no mundo foi divulgado na semana passada pela ONG Oxfam, da Inglaterra. Estudos comprovaram que a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial equivale à riqueza dos 99% restantes. O relatório também diz que as 62 pessoas mais ricas do mundo têm o mesmo, em riqueza, que toda a metade mais pobre da população global. O documento pede que líderes do mundo dos negócios e da política reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos tomem medidas para enfrentar a desigualdade no mundo.

Radiografia da Comunicação Sindical

Comunicação Sindical: cuide dela com carinho

[Por Claudia Santiago Giannotti] A Comunicação Sindical é uma ferramenta poderosa que têm os trabalhadores para brigar por melhores condições de trabalho, bons salários, creches, refeitório, etc. Se o Sindicato é dirigido por pessoas de esquerda que querem melhores condições de vida para todos os trabalhadores, a comunicação sindical passa a ser também um instrumento poderoso na disputa de poder que há na sociedade entre os que detêm os meios de produção e seus aliados, e os que vivem dos seus salários. Disputa de poder é também disputa de valores. Os meios de Comunicação da burguesia transmitem ideias que interessam à sua classe, a classe dos que têm dinheiro. A Comunicação Sindical se for bem cuidada, apaixonante, regular e desejada pelos que a recebem pode convencer a muitos da necessidade de mudanças na sociedade que sejam boas para os que não têm dinheiro, ou seja os trabalhadores, sejam estes, empregados, sub-empregados ou desempregados.

Democratização da Comunicação

Bloco Fala Puto que Eu Te Escuto homenageia Vito Giannotti

Na sexta-feira, dia 5 de fevereiro, o bloco Fala Puto que Eu Te Escuto vai homenagear o comunicador popular Vito Giannotti. Sempre animado, Vito não perdia um desfile do bloco. Todo ano ele estava lá entre a luta, os confetes e as serpentinas. A concentração será a partir das 18 hs na Rua Alcindo Guanabara, 17. Em frente à Livraria Antonio Gramsci e ao Núcleo Piratininga de Comunicação. O bloco Fala Puto que Eu te Escuto é composto por comunicadores populares participantes de diversos movimentos de luta pela democratização da comunicação e desfila toda sexta-feira de carnaval. Pelo direito à comunicação e à folia! Viva Vito! Viva o carnaval!

De Olho Na Vida

Começaram as demissões na Usiminas

[Por Rosângela Ribeiro Gil] Foram iniciadas, no dia 19 último, as demissões de trabalhadores do quadro fixo da Usiminas, siderúrgica instalada no polo petroquímico de Cubatão (SP).. A empresa suspenderá todas as atividades primárias de produção de aço até dia 31 e seguirá apenas com o setor de laminação de chapas de aço, que serão adquiridas de outras siderúrgicas, e a atividade portuária. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Rezende de Sá, o Sassá, informações ainda não confirmadas pela Usiminas indicam que, em dois dias, foram dispensados mais de 600 empregados, após a realização dos exames demissionais e eram levados para casa de táxi.

De olho no mundo

Charlie Hebdo desrespeita a memória do menino Aylan e reforça preconceito contra imigrantes

“O cruel massacre dos jornalistas do Charlie Hebdo deixou cicatrizes. Mas a gente sabe que uma cicatriz pode ser tanto a lembrança da superação de uma ferida, como também a permanência da Marca da Maldade, assim com maiúscula, como no imortal filme de Orson Welles. Agora a equipe do Charlie Hebdo cedeu diante da Marca da Maldade. Covardemente, atacaram uma criança. Mais covardemente, atacaram uma criança morta. Quem não se lembra das fotos do Pequeno Aylan, de bruços, tendo como leito de morte uma praia onde ele deveria brincar? E aí o desenhista do CH, embriagado por um sentimento aparente de ironia, mas na verdade de profunda xenofobia, faz uma “piadinha”, perguntando, o que seria dele, se tivesse sobrevivido. E completa com a pseudocharge, onde o adulto resultante tem, inclusive, um nariz de porco na imagem, que ele teria se transformado num “beliscador de bundas na Alemanha”. Decididamente, não sou mais Charlie Hebdo. Continue lendo.

De Olho Na Mídia

Professora da UFF envia carta à ombudsman da Folha de S. Paulo

[Por Sylvia Moretzon - Assunto: cancelando a assinatura - Data: 18.01.2016] “Cara Vera, Escrevo apenas para registrar que acabo de cancelar minha assinatura da Folha. O motivo, você deve imaginar. Sou assinante antiga, desde os anos 80, quando me formei e comecei a trabalhar como jornalista. Estou para fazer 57 anos, estou também para me aposentar como professora de jornalismo na UFF, depois de mais de 25 anos dando aula de algo que eu sempre valorizei muito mas que está cada vez mais raro encontrar. Várias vezes, antes desta, estive para tomar essa atitude. No momento em que se cunhou a expressão "ditabranda". No caso da ficha falsa da Dilma: não só pelo fato, mas pelos seus desdobramentos, a incapacidade de reconhecer o erro, a canhestra justificativa de que não se poderia afirmar que a ficha era verdadeira nem que era falsa (brilhante jornal que, na dúvida, publica...). Na decisão de contratar o Reinaldo Azevedo. Mas tudo tem limite. Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério. Todo jornal faz suas escolhas. Ao acolher certos colaboradores, escolhe também o público que quer preservar e, consequentemente, o que pode dispensar. É uma pena. Abraço, Sylvia"

De Olho no Brasil

Projeto do Senado propõe privatização de estatais

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) alerta sobre o andamento de "pacote de retrocessos que passou pelo Congresso Nacional em 2015 e voltará à agenda em 2016". Entre os riscos, adverte o departamento, está o Projeto de Lei do Senado (PLS) 555/15, conhecido como a “Lei Geral das Estatais” e “Estatuto das Estatais”, que representa uma ameaça a empresas públicas, como a Caixa Econômica, Petrobrás, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Correios. O Estatuto das Estatais reúne um substitutivo ao PL 167/2015, do senador Tasso Jereissati (PSDB), e uma referência ao PLS 343/2015, do também senador Aécio Neves (PSDB). Com o argumento de que o projeto preza pela “transparência” nas gestões, os tucanos determinam no texto que as “empresas públicas e sociedade de economia mista serão constituídas sob a forma de sociedade anônima”. O Estatuto das Estatais, portanto, respeita a tradição privatista do PSDB, que durante os anos 90 entregaram o País à iniciativa privada. Leia mais.

NPC Informa

A insegurança do Capital no Porto de Santos

Em menos de um ano, acontece um novo incêndio de grandes proporções em terminais de armazenamento no Porto de Santos (litoral de São Paulo). Dessa vez foi na margem esquerda do maior complexo portuário da América Latina, na cidade de Guarujá. Em 14 de janeiro último, o fogo atingiu mais de 50 contêineres com produtos químicos os mais diversos no terminal Localfrio. Em abril de 2015, o fogo destruiu seis tanques de armazenamento de álcool anidro e gasolina da empresa Ultracargo. A situação exige atenção redobrada e um debate aprofundado sobre as atividades no porto e o resguardo da população da região, analisa o engenheiro de segurança, Newton Guenaga Filho, representante do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) na Baixada Santista. Para ele, não são apenas esses dois acidentes que devem chamar a atenção. E explica: “Devemos ampliar a nossa visão e considerar, em termos de incêndio, os ocorridos nos armazéns de açúcar. Alguma coisa está acontecendo no maior porto da América Latina. A segurança é um dos fatores a serem considerados.” Leia mais.

Memória

Euclides da Cunha

Correspondente do Estado de S. Paulo na Guerra de Canudos, Euclides da Cunha enviou ao jornal 22 cartas e 55 telegramas. Esses “despachos do front” seriam o embrião de "Os Sertões", clássico da literatura brasileira lançado em 1902 e dividido em três partes – terra, homem e luta. Nesta quarta, 20, o jornalista e escritor Euclides da Cunha faria 150 anos. Para celebrar a data, o Estadão, do qual foi correspondente na Guerra de Canudos, publicou um detalhado especial, em sete capítulos, sobre o autor. Como se sabe, as matérias enviadas por Euclides ao jornal seriam mais tarde reunidas em um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Os Sertões. Aqui na BPE você encontra "Os Sertões", além de várias outras obras do autor, como "Contrastes e confrontos", "Um paraíso perdido" e "À margem da história". Venha levá-los para casa! Confira o suplemento especial do Estadão aqui.

Pérolas

Por Leonardo diCaprio

“Quero compartilhar este prêmio [Globo de Ouro, pela atuação no filme O Regresso] com todos os povos originários representados neste filme e todas as comunidades indígenas ao redor do mundo. É o tempo de reconhecermos a sua história e que precisamos proteger suas terras de interesses corporativos e das pessoas que estão lá fora para explorá-los. É o momento de ouvirmos suas vozes e protegermos este planeta para as gerações futuras”

Dicas

A verdadeira aposta é contra o capital

[Por Sérgio Domingues] "A Grande Aposta”, de Adam McKay, é um filme sobre o estouro da bolha imobiliária americana em 2008. A produção é didática, dinâmica, bem-humorada e conta com a presença de atores famosos como Brad Pitt, Christian Bale, Ryan Gosling e Steve Carell. Portanto, tem tudo para alcançar um público maior e fazer a denúncia de um dos maiores crimes da história econômica mundial. Trata-se do famoso estouro das “subprimes”, títulos podres do mercado imobiliário que se espalharam por toda a economia estadunidense e além. O filme tem duas grandes qualidades. Primeiro, mostra que os corretores de Wall Street, nojentos como são, não passam de engrenagens de uma máquina ainda pior que eles. Em segundo lugar, deixa claro que a sujeira continuou muito além daquele trágico setembro, quase Oito anos atrás. O fato é que nem toda essa crise foi suficiente para impedir que o sistema continuasse a produzir mais desigualdades. É o que mostra, por exemplo, o mais recente estudo da ONG britânica Oxfam, muito comentado na imprensa e redes virtuais. O levantamento aponta que a riqueza de 1% da população do planeta pela primeira vez superou a dos outros 99%. Mas, além disso, o estudo descobriu que toda essa concentração de riqueza recebeu um novo impulso após 2009. Ou seja, logo depois da crise. Esses dados mostram que a ideia de que as crises capitalistas funcionam como “choques de arrumação” é falsa. Ao contrário, cada abalo desses no sistema aumenta a injustiça social e o torna insustentável para a maior parte da humanidade.

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Edição 303

Para jornalistas, dirigentes, militantes e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais

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Equipe
Coordenação: Claudia Giannotti
Edição: Claudia Giannotti (MTB 14.915)
Redação: Claudia Giannotti, Sheila Jacob e Luisa Santiago

Colaboraram nesta edição: Eric Fenelon (RJ), Marina Schneider (RJ), Rosangela Ribeiro Gil (SP), Tatiana Lima (RJ).

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