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O que é pauta para você? 

Publicado em 7 de fevereiro de 2018

[Por Tatiana Lima, para o NPC] A página “Maré Vive” desde às 6h da manhã do dia 6 de fevereiro relatava as atividades violentas da polícia na Maré e informava que os moradores estavam sitiados em casa. A página tem o cuidado de não lotar a timeline com informações repetidas. Isso dá uma boa noção da proporção, em tempo real, do tiroteio e da violência devido à ação da polícia em suposta operação contra traficantes. Nos comentários da página no Facebook, moradores relatavam e complementavam as informações. O acesso é público. Qualquer pessoa pode ler. Pelo Twitter, a página do “Fogo Cruzado” também já relatava desde cedo o tiroteio, a partir das informações recebidas pelo App de moradores de lá. A página produz informações com fontes apuradas e checadas. Apesar disso, pelo que meus amigos moradores da Maré e a...

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Publicação põe em debate concentração da riqueza

Publicado em 5 de fevereiro de 2018

[PACS] Quem enriquece com nosso trabalho? Por que há tanta riqueza concentrada nas mãos de tão poucos? Pesquisas e relatórios vêm mostrando, a cada ano, o aumento da desigualdade no mundo. De toda a riqueza gerada em 2017 no planeta, 82% ficaram nas mãos do 1% mais rico. No Brasil, o/a trabalhador/a que recebe salário mínimo (cerca de 23% da população) precisaria trabalhar por 19 anos seguidos para ganhar o mesmo que uma pessoa do grupo do 0,1% mais rico da população ganha em um mês. | Confira!

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O novo individualismo já tem alguns séculos    

Publicado em 23 de janeiro de 2018

[Por Sergio Domingues] Anthony Elliott é professor de sociologia das universidades South Australia e Keio, no Japão. Em 31/12, publicou artigo na Folha de São Paulo discutindo um novo tipo de individualismo.

Segundo ele, o individualismo atual “nos encoraja a mudar tão completa e tão rapidamente que nossas identidades se tornam descartáveis”.

Ele cita o filósofo e escritor estadunidense Don DeLillo, para quem:

…o capitalismo mundial gera transformações à velocidade da luz, não só em termos do movimento súbito de fábricas, migrações em massa de trabalhadores e transferências instantâneas de capital líquido, mas em “tudo, da arquitetura ao tempo de lazer, à maneira pela qual as pessoas comem, dormem e sonham”.

Ora, em 1848, o Manifesto Comunista já afirmava que a burguesia “não pode existir sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção, e com isso, todas as relações sociais”. | Continue lendo.

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Reforma Trabalhista segue gerando demissões em massa

Publicado em 5 de janeiro de 2018

A Universidade Castelo Branco (UCB), no Rio de Janeiro, demitiu no dia 28.12, 78 professores da graduação e do colégio de aplicação. Esse número equivale a 16% do quadro total de docentes da instituição de ensino.

A direção da Universidade alegou um processo de reestruturação, mas mantém aberto processo seletivo para contratação de professores para graduação.

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NOTA DO MST: Despejo do acampamento Hugo Chávez, em Marabá (PA)

Publicado em 14 de dezembro de 2017

“Enquanto o latifúndio quer guerra, nós queremos terra!”

No dia 14/7/2017, sob chuva e frio, o Comando de Missões Especiais (CME) chegou ao acampamento Hugo Chávez para efetuar o despejo das 300 famílias que ali moram. Esse é mais um despejo dentre os 20 programados na região, todos eles expedido pelo juiz Amarildo Mazzuti, da Vara Agrária de Marabá.

Faltando dez dias para o natal as famílias não têm para onde ir, e as crianças não terão como terminar o ano letivo. O governo do estado, assim como os demais órgãos públicos não se posicionaram sobre a situação de violação de direitos humanos e não propuseram nenhuma alternativa para solução do conflito.

As famílias resistiram até o último momento, não podendo mais segurar a situação optaram por iniciar o desmonte dos barracos. | Continue lendo.

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Reforma da Previdência: mais trabalho, menos aposentadoria

Publicado em 14 de dezembro de 2017

Se a Reforma da Previdência for aprovada, as pessoas vão ter de trabalhar mais tempo para se aposentar. Isso fará com que algumas não se aposentem nunca. É o caso das mais pobres, que são as que morrem mais cedo. Um gráfico feito pelo blog Desigualdades Espaciais mostra a média de idade com que as pessoas morrem, na cidade de São Paulo. Podemos ver que nas zonas mais ricas, marcadas em azul, os habitantes morrem em média com 75 anos ou mais. Esses são que vão conseguir se aposentar com as novas regras. Nas áreas onde vivem os mais pobres, poucos passam dos 60 anos. Ou seja, esses vão contribuir com a Previdência, mas jamais se aposentarão. Vão morrer antes.

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