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Valores da periferia estão mais próximos do anarquismo do que do liberalismo

Publicado em 26 de julho de 2017

Entrevista com Marcio Pochmam para o Instituto Humanitas Unisinos A recente pesquisa publicada pela Fundação Perseu Abramo, intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”, tem gerado uma série de debates sobre qual é a visão de mundo das pessoas que vivem nas periferias brasileiras, já que muitas, segundo o estudo, se declararam favoráveis ao mérito e ao individualismo. Contudo, para o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, ainda “não está muito claro que os valores identificados se associam, necessariamente, ao liberalismo”. Ao contrário, diz, “eles podem, inclusive, ser uma nova forma de manifestação do anarquismo, que foi importante, por exemplo, no Brasil, no final do século XIX e início do século XX, dada a especificidade da formação da classe trabalhadora naquele momento”. E reitera: “Quero chamar a atenção de que não é muito clara essa...

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NPC lança livro sobre experiências de lutas operárias

Publicado em 26 de julho de 2017

O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) lança, no mês de agosto, em São Paulo, o livro “da ORGANIZAÇÃO PELA BASE à institucionalização: Associações de Trabalhadores: o resgaste de uma experiência classista”, da socióloga Giuseppina de Grazia, com prefácio de Vito Giannotti e apresentação de Ricardo Antunes e Claudia Santiago. | Clique e saiba como garantir o seu!

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Chegou o Livro-Agenda NPC 2018!

Publicado em 26 de julho de 2017

Para 2018, o NPC oferece duas opções de temas. Um deles é “Mulheres de luta”. Devido ao sucesso do ano passado, resolvemos lançar uma nova edição, revista e atualizada. O outro é “Lutas por direitos no Brasil e no mundo”, uma recolha de acontecimentos protagonizados por lutadores sociais em defesa de condições dignas de trabalho e de vida. | SAIBA MAIS!

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IHBAJA participa da Vª Feira de Economias Coletivas, no Méier e do 1º Festival da Comunicação Popular e Sindical do NPC, na Cinelândia

Publicado em 21 de julho de 2017

Por Val Costa e Renato Dória, pesquisadores do IHBAJA Um dos principais objetivos do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) é dar visibilidade ao patrimônio material e imaterial de Jacarepaguá, por meio da vulgarização de trabalhos e pesquisas acadêmicas não-acessíveis ao grande público. Há muitos anos os seus integrantes participam de exposições, congressos, feiras, festivais,  oficinas, palestras e seminários, divulgando a riqueza cultural e histórica da nossa região. Nesse primeiro semestre, o grupo cooperou com dois eventos que movimentaram a cidade: o 1º Festival da Comunicação Sindical e Popular e a V Feira de Economias Coletivas. A V Feira de Economias Coletivas foi realizada no Largo do Leão “Etíope” do Méier em 11/07/2/17. O Festival de Comunicação Sindical e Popular foi realizado na Cinelândia, no dia 25 de maio. O evento foi uma iniciativa do Núcleo Piratininga de...

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Reforma trabalhista: por que os trabalhadores aceitaram calados?, por Claudia Santiago

Publicado em 14 de julho de 2017

No dia 11 de julho de 2017, os senadores brasileiros confirmaram o que já havia sido decidido na Câmara dos Deputados: a CLT tinha que acabar. Cumpriu-se nessa data o que  Fernando Henrique Cardoso decretou em seu primeiro governo, iniciado em 1994. Na época, o então presidente afirmou a necessidade de pôr um fim à Era Vargas. O fim da Era Vargas era a privatização das empresas estatais. O fim da era Vargas era o fim da CLT. As privatizações foram feitas. Os direitos trabalhistas, porém, sobreviveram – aos trancos e barrancos. Mas seu fim já estava decretado. E nesta terça-feira, 11 de julho, os senadores brasileiros deram o golpe fatal que liquidou com garantias básicas para aqueles que vivem do trabalho. Espantosamente, os trabalhadores não reagiram. Não foram às ruas nesse dia. Assistiram a tudo calados. Por que?...

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A nova classe do setor de serviços e a uberização da força de trabalho, por Marcio Pochmann

Publicado em 13 de julho de 2017

[Por Marcio Pochmann para Revista do Brasil] O colapso no padrão de financiamento da economia nacional logo no início da década de 1980, com a crise da dívida externa, levou à adoção de programas de ajustes macroeconômicos que até hoje inviabilizam a retomada plena do crescimento econômico sustentado. No cenário aberto da semi-estagnação que prevaleceu, com fortes e rápidas oscilações nas atividades econômicas, o país terminou por romper com a fase de estruturação da classe trabalhadora vigente durante a dominância da sociedade urbana e industrial. Desde os anos 1990, com a adoção do receituário neoliberal, o precoce movimento da desindustrialização da economia nacional se generalizou acompanhado do surgimento de uma nova classe trabalhadora de serviços. Isso porque se passou a assistir a expansão considerável do setor terciário, especialmente no âmbito dos pequenos empreendimentos no Brasil, portador de um inédito e...

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