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Criminalização da favela e glamourização da polícia

Nenhum capítulo supera o de sábado, dia 5 de julho em termos do que a elite econômica pensa e quer para a sociedade. A favela, que eles chamam de comunidade, é apresentada duas vezes como um lugar de gente violenta, que não cuida dos filhos e resolve suas questões na base da porrada e até do assassinato. Na primeira cena, trata-se do jovem Jairo que que deixou para trás a vida mansa de esposo de dondoca para ser entregador de botijão de gás. Contrariado, Jairo ameaça a ex-mulher e sua empregada Gorete com uma faca e arrasta as duas pelo cabelo. Na segunda cena, em uma favela, é claro, um marido violento é assassinado pela mulher. Para enfrentar tudo isso, o personagem Vitor, um policial banaca e bonito, filho de um homem também policial que explica à jovem Alice o ofício penoso daqueles que querem o bem, no caso, os policiais. Em tempos de assassinato de Amarildos e Claudia, dois favelados do Rio de Janeiro, nada como um hino em defesa da ação policial.

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