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Era uma Casa chamada Solidariedade

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[Por Claudia Giannotti – NPC] Na primeira semana do mês de agosto de 2017, em uma casa na rua  Gravi, perto da estação Praça da Árvore do metrô de São Paulo, um grupo de militantes de esquerda se reuniu para comemorar o lançamento de um livro. O livro “Associações de Trabalhadores. Da organização de base à institucionalização”, escrito por Giuseppina de Grazia. Foi um momento muito emocionante.

Eram cerca de 200 pessoas. Muitas delas tiveram as histórias de suas militâncias políticas contadas pela autora. Outros eram jovens que cresceram escutando essas histórias. E havia ainda uma galerinha que pouco sabia do assunto. Juntando tudo, foi lindão. Mulheres e homens, meninas e meninos irmanados pelos ideais de justiça e solidariedade. Solidariedade! Essa era a chave. O nome do casa que abrigou essa gente toda é Casa da Solidariedade. Tudo foi organizado pelos manos e manas do Cursinho Vito Giannotti. Uma proposta linda de estudo e debate de ideias que está acontecendo em SP.

E foi lá, entre conversa, música, quibe  e  coxinha, que o livro foi apresentado pela autora e por outras cinco mulheres: Arlete, Maria José e Sueli, militantes da histórica Oposição Metalúrgica da capital paulista; por mim, entre outras tantas coisas viúva de Vito Giannotti; e Célia Rossi, lutadora da periferia de São Paulo e viúva de Waldemar Rossi.

Giuseppina de Grazia, a Pina, falou sobre o que eram as associações de trabalhadores. “Eram agrupamentos de trabalhadores que se encontravam a partir de necessidades básicas da vida cotidiana, como posto de saúde, creche, escola. Nesses encontros, as pessoas se reconheciam como classe.”

Pina  diz que a explosão das greves de metalúrgicos em 1978 e 1979 na capital paulista não foi espontânea. “Essas greve não surgiram de repente. Havia um trabalho de formiguinha anterior”.

Entender a classe trabalhadora e as suas lutas hoje é muito importante para se encontrar caminhos e saídas. O retorno à organização de base e a descentralização da ação política em instituições pode ser um desses caminhos. Apostando nisso, o Núcleo Piratininga apresenta esse livro.

Para receber o livro participar dessa história, escreva para npiratininga@piratininga.org.br.

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