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Novidades

TV Record demite apresentador que chamou Ludmilla de “macaca”

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Por Carta Capital] A TV Record decidiu demitir o apresentador Marcão do Povo, que comandava o programa Balanço Geral DF, da TV Record Brasília. Na edição do último dia 9, ele se referiu à cantora Ludmilla como “macaca”. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca. Pobre, mas pobre mesmo”, disse o apresentador, também conhecido como Marcão Chumbo Grosso, enquanto comentava uma notícia sobre Ludmilla ter evitado fotos com fãs. Mais cedo, porém, a Record defendeu o apresentador por meio da conta Balanço Geral DF no Twitter – que foi deletada por volta das 12h30 desta quarta-feira. “Temos a plena certeza de que o apresentador @MarcaoTV apenas utilizou uma expressão regional para se manifestar, sem o intuito de ofender a cantora Ludmilla ou qualquer outra pessoa.”

O caso ganhou repercussão na terça-feira, 17 de janeiro. Por meio de sua página no Facebook, Ludmilla afirmou que “trata-se um desrespeito absurdo e vergonhoso”. “Infelizmente, ainda existem pessoas que não compreendem que a discriminação racial é crime e alguns ainda usam o espaço na mídia para noticiar mentiras a meu respeito, ofender, menosprezar e propagar todo o seu ódio. Não deixaremos impune tais atos, trata se de um desrespeito absurdo, vergonhoso”, escreveu. “Isso tem que ser combatido e farei a minha parte, quantas vezes for necessário”, continuou Ludmilla. À imprensa, a assessoria da cantora informou que “tomará todas as medidas legais cabíveis”.

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Escondendo Haddad

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Rosângela Ribeiro Gil | NPC-SP] De repente William Bonner, antes de seu tradicional boa noite no Jornal Nacional, pede aos telespectadores atenção para uma última e interessante notícia que será exibida. Estamos, é bom que se diga, no dia 10 de janeiro de 2017. O repórter começa a sua matéria: “Pode até parecer que quando a noite avança não há mais vida na cidade mais maiúscula do País. Mas há. E vida bem inteligente. Silenciosa, focada. Companheira de 60 mil opções de distração ou de estudo. Mas, poder passar os olhos por um livro, sei lá, de história da arte coisa de 3h45 só foi possível quando os mais antigos funcionários da segunda maior biblioteca pública do país pararam de trabalhar.”

Reportagem bem construída para mostrar a automatização de sistema na biblioteca municipal de São Paulo Mário de Andrade que permite o seu funcionamento 24 horas. É a primeira com automação e empréstimo full time no mundo. Nossa, em tão pouco tempo o prefeito João Doria, aquele que gosta de segurar a vassoura para fotografia, fez tamanha revolução cultural na cidade? (Caros e caras, isso será sempre impossível, acreditem). Talvez um desavisado possa achar que a resposta é ainda afirmativa. Não, não é. É apenas mais uma mostra da descarada manipulação da Rede Globo. O sistema foi implantado em 4 de julho de 2016, portanto na gestão Fernando Haddad. Mas a notícia só chegou ao Jornal Nacional seis meses depois. E a matéria não explica, em nenhum momento, que tamanha inovação e respeito às pessoas foi implantada pela administração do ex-prefeito.

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Sociólogo resgata série de textos sobre sobre a situação nas prisões

Publicado em 23 de janeiro de 2017

O sociólogo Sérgio Domingues é um astuto observador das penas e alegrias do cotidiano. Para ele “as terríveis e frequentes rebeliões nas penitenciárias brasileiras têm como uma de suas principais causas o encarceramento em massa. Principalmente, de pretos e pobres.” Desde 2012, Domingues aborda o assunto na sua página “Pílulas Diárias”. O primeiro texto fala sobre o nascimento da organização criminosa que nasceu como reação ao massacre do Carandiru. Agora, Sérgio organizou todos os textos produzidos sobre o assunto para facilitar a vida de seus leitores. Acompanhe aqui!

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Despejo em São Matheus, São Paulo

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Por Silvia Ferraro em 17.01] “Enquanto o Dória (prefeito de S.Paulo) tá preocupado em “embelezar” a cidade, apagando a arte dos grafites, tem 700 famílias sendo despejadas de suas casas em São Mateus, na zona leste. Três mil pessoas que não têm pra onde ir, que estão vendo seus sonhos serem destruídos. O terreno estava há 40 anos abandonado. O direito da propriedade de um terreno inútil vale mais do que o direito de moradia para 3 mil pessoas entre idosos e crianças. O direito do capital é o que prevalece. E a cidade cinza ficou mais cinza e triste no dia de hoje”.

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Livro ‘A Resistência’, de Julián Fuks

Publicado em 23 de janeiro de 2017

O romance “Resistência” foi o vencedor do prêmio Jabuti de 2016. O autor, Julián Fuks, fez um discurso bastante engajado na cerimônia em que foi receber o prêmio: “Pode ser que se esteja premiando, isso é pra mim um motivo de muita alegria, o simples ato da resistência diante de tudo isso que a gente vê e diante de tudo isso que nos atinge: da ruptura com a ordem democrática que se deu no Brasil e que a gente precisa combater”, disse. E finalizou com um “Fora Temer”.

O livro vencedor parte da relação entre o narrador e o irmão adotado em 1976 em Buenos Aires para tratar de um tema muito mais amplo: a ditadura argentina, a perseguição a quem se manifestava contra o regime, e os sentidos, hoje, da resistência. A todo momento, reflete-se sobre os impactos daquele tempo nas próprias relações familiares. Seus pais, argentinos, tiveram que sair do país natal e começar uma outra vida no exílio no Brasil, para onde trouxeram o filho adotivo e tiveram dois filhos biológicos. Trata-se, afinal de contas, de um livro “sobre essa criança, meu irmão, sobre dores e vivências de infância, mas também sobre perseguição e resistência, sobre terror, tortura e desaparecimento”, nos conta o narrador. Memória pessoal, social, histórica e política: é isso que o leitor encontra nesse livro de maneira bastante sensível e cativante.

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