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O documentário Que bom te ver viva aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. Trata-se de uma perspectiva feminina da violência daquele período, apresentando relatos de abusos sexuais, partos realizados nas celas, abortos etc. O filme é de 1989 e se constrói a partir da mescla entre ficção e realidade: as histórias são contadas por uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavando os depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações que gostariam de esquecer, mas não conseguem e não podem.  O filme é dirigido pela cineasta Lúcia Murat, que também foi presa e vítima de torturas.