Percorre a trajetória de 20 anos da Pastoral Operária do Paraná, desde a sua fundação, em 1978, de forma semiclandestina, em plena ditadura militar. A entidade surgiu num contexto de resistência em todo o país. Seus primeiros anos de ação foram marcados pelas lutas operárias no ABC paulista, pelo surgimento de novas lideranças, pelas perseguições à organização da classe trabalhadora e pela repressão do regime militar, que, em alguns casos, resultou em mortes, como a do operário Santo Dias da Silva, em São Paulo.

Seus militantes engajaram-se na luta contra a violação dos direitos humanos, no Movimento contra a Carestia, participando também do I Conclat (Congresso Nacional das Classes Trabalhadoras) e da fundação da CUT, em 1983. Surgem, então, outras demandas, como a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, a luta pela reforma agrária e pelas eleições diretas e o combate ao desemprego. Na divulgação desse trabalho e como instrumento de mobilização teve papel importante a criação do boletim A Voz do Trabalhador.

Em 1985, a Pastoral Operária do Paraná participa também do I Congresso dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que resultou na fundação do MST, e da mobilização popular pela Constituinte. Segue-se a construção da greve geral e o engajamento na campanha de Lula, em 1989. Nos anos 90 são destaques as romarias de trabalhadores e o Grito dos Excluídos. O vídeo presta homenagem também a um dos principais ativistas da entidade, o operário Abel Zacharias.

 

Sugestão de uso

Indicado para sindicatos e entidades de trabalhadores de modo geral, comunidades eclesiais de base, militantes de pastorais operárias e todas as pessoas interessadas em pesquisar a luta da classe trabalhadora a partir do final dos anos 1970.

 

Direção: Anderson Leandro e Rodolfo S. Silva; 1999; 15 min.

Realização: CEFURIA – Centro de Formação Irmã Araújo

Produção: QuemTV Produções

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