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MTST comemora vitória histórica na luta por moradia no Rio de Janeiro
[Por Isabella Barros – Rede de Comunicadores do NPC] O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto...
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Entrevistas
30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás: o fotógrafo diante do horror
[Por José Cicero/ Ag. Pública] No dia 18 de abril de 1996, o fotógrafo carioca João Roberto Ripper, hoje com 73 anos, desembarcou no sudeste do Pará com uma passagem comprada pela sogra, 100 reais no bolso e uma missão de registrar uma das maiores matanças no campo na história do país: o massacre de Eldorado dos Carajás. “Quando eu soube que era um massacre com aquelas proporções, pelo que eu já documentava, eu sabia a importância que tinha”, conta. [...] Três décadas depois, Ripper — um mestre em capturar a beleza das comunidades tradicionais — revisita a memória daquele “asfalto de desamor”. Nesta entrevista, ele reflete sobre a dor de fotografar chorando, a “hipocrisia da imparcialidade da imprensa” e como, mesmo diante da morte, a teimosia em ser feliz e a luta pela terra permanecem como as maiores bandeiras de camponeses. | Confira alguns dos trechos mais importantes da entrevista de João Roberto Ripper concedida à Agência Pública.
Boletim NPC
Livro sobre a trajetória de Roseli Bianco é publicado
“Transformar o nosso viver: a vida e a luta de Roseli Bianco” é um livro escrito pelo jornalista Reginaldo Euzébio da Cruz e publicado pela Editora NPC. A biografada, mulher socialista e feminista, dedicou sua vida à luta por justiça social, tendo atuado em São Paulo e em Campinas. “Além de uma biografia propriamente dita, o livro retrata fatos históricos relevantes e organizações políticas e sociais do período, relacionados à militância de Roseli Bianco. Entre esses fatos destacam-se o golpe de 1964 e a ditadura civil-militar no Brasil por mais de duas décadas; o movimento das Diretas Já e a luta pela redemocratização; e o processo da Constituinte, pela garantia de direitos na nova Constituição e em sua regulamentação, em particular na consolidação de políticas públicas para pessoas com deficiência”, conta Paulo Bufalo, que assina o prefácio. Ele lembra que, além de ter atuado em organizações clandestinas de enfrentamento à ditadura, Rose participou do Movimento Contra a Carestia, das Comunidades Eclesiais de Base, do Movimento de Mulheres e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Também atuou intensamente na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Uma história de luta inspiradora para os dias atuais. Interessados em adquirir a obra devem entrar em contato com o NPC.
Artigos
Plataformas digitais: sistema de aparelhos e estruturas hegemônicas de mediação social
[Por Pablo Nabarrete Bastos] Este ensaio articula estudos sobre hegemonia e a Economia Política da Comunicação (EPC) para analisar as plataformas digitais e o processo de plataformização. São identificadas e desenvolvidas duas categorias centrais. A primeira delas compreende as plataformas digitais e a plataformização como sistema de aparelhos privados de hegemonia, com foco nas contribuições de Gramsci e na noção de forma aparelho dos media, desenvolvida por Giovanni Cesareo, da escola italiana da EPC. Em um segundo momento, a partir de autores brasileiros da EPC, com foco central em Bolaño, busca-se compreender as plataformas digitais e a plataformização como estruturas e processos hegemônicos de mediação social característicos do atual momento de desenvolvimento capitalista. Busca-se diálogo e síntese dialética entre as duas correntes teóricas críticas de base marxista. | Leia o artigo completo publicado na revista MATRIZes.