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Encontro de Comunicadores e Comunicadoras na Lapa
No último sábado, dia 20/6, um encontro da Teia Gamboa de Comunicação Popular reuniu, no bar...
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Entrevistas
30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás: o fotógrafo diante do horror
[Por José Cicero/ Ag. Pública] No dia 18 de abril de 1996, o fotógrafo carioca João Roberto Ripper, hoje com 73 anos, desembarcou no sudeste do Pará com uma passagem comprada pela sogra, 100 reais no bolso e uma missão de registrar uma das maiores matanças no campo na história do país: o massacre de Eldorado dos Carajás. “Quando eu soube que era um massacre com aquelas proporções, pelo que eu já documentava, eu sabia a importância que tinha”, conta. [...] Três décadas depois, Ripper — um mestre em capturar a beleza das comunidades tradicionais — revisita a memória daquele “asfalto de desamor”. Nesta entrevista, ele reflete sobre a dor de fotografar chorando, a “hipocrisia da imparcialidade da imprensa” e como, mesmo diante da morte, a teimosia em ser feliz e a luta pela terra permanecem como as maiores bandeiras de camponeses. | Confira alguns dos trechos mais importantes da entrevista de João Roberto Ripper concedida à Agência Pública.
Boletim NPC
Encontros da Rede de Comunicadores do NPC reúnem alunes e ex-alunes
Nos dias 30 de maio e 20 de junho, dois encontros de comunicadores e comunicadoras populares ligados ao NPC deram início à formação da Teia Gamboa de Comunicação Popular. No dia 30, quem nos recebeu foram os companheiros do Quilombo da Gamboa, já no dia 20, ocupamos o Bar Partisan, na Lapa. Nos dois dias, reunimos pessoas de várias partes do estado do Rio de Janeiro e de várias gerações de alunos e lutadores. O objetivo dos encontros é fortalecer cada coletivo de comunicação tocado por pessoas do grupo do NPC e, consequentemente, os movimentos sociais de bairro, ocupações, camelôs, mães. É um jeito de colocarmos, conjuntamente, a serviço do povo as coisas que aprendemos durante os cursos. Veja mais imagens: Agora vamos para a rua! Nosso próximo encontro já tem data marcada: 24/7 na Cinelândia. Se liga na próxima nota!
Artigos
Plataformas digitais: sistema de aparelhos e estruturas hegemônicas de mediação social
[Por Pablo Nabarrete Bastos] Este ensaio articula estudos sobre hegemonia e a Economia Política da Comunicação (EPC) para analisar as plataformas digitais e o processo de plataformização. São identificadas e desenvolvidas duas categorias centrais. A primeira delas compreende as plataformas digitais e a plataformização como sistema de aparelhos privados de hegemonia, com foco nas contribuições de Gramsci e na noção de forma aparelho dos media, desenvolvida por Giovanni Cesareo, da escola italiana da EPC. Em um segundo momento, a partir de autores brasileiros da EPC, com foco central em Bolaño, busca-se compreender as plataformas digitais e a plataformização como estruturas e processos hegemônicos de mediação social característicos do atual momento de desenvolvimento capitalista. Busca-se diálogo e síntese dialética entre as duas correntes teóricas críticas de base marxista. | Leia o artigo completo publicado na revista MATRIZes.