Rádios comunitárias lutam para não ser fechadas nem apropriadas por políticos ou religiosos
Por Phydia de Athayde. Em 09.08.2006 (Carta Capital)
Duas da tarde em Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo. A rua principal está cheia, bem como suas vielas. Na quadra da associação de moradores, jovens ouvem rap e jogam bola. Rosemeire Alves de Lima, de 36 anos, aflita, procura por Gerô na sede da Rádio Heliópolis. Precisa anunciar o sumiço do filho. Não consegue: a rádio está fora do ar. Para Rosemeire, desempregada, que não tem acesso à internet nem sabe o que é YouTube ou podcast, direito à comunicação é poder anunciar o filho perdido na rádio da favela. (Carta Capital – 09.08.2006)