Uma das dúvidas mais recorrentes de estudantes de jornalismo é sobre entrevistas. Angustiam-se com sua organização, com a abordagem do entrevistado, com o momento da entrevista em si, com sua edição.  A preocupação se justifica. Como escrever sobre tantos assuntos tão diferentes? Como construir perguntas a respeito de pautas tão distintas? Por onde começar e como terminar? Como se comporta um jornalista ao entrevistar um teólogo, um ministro, um artista e um membro de grupo de extermínio? A postura é a mesma? Há diferenças? O que se ganha e o que se perde quando jornalistas entrevistam por correio eletrônico? Por telefone? Jornalistas e pesquisadores entrevistam da mesma maneira? Que singularidades guardam cada uma dessas funções?

 

Todas essas perguntas são feitas no livro “Sobre Entrevistas” da jornalista Stela Guedes Caputo, que será lançado no dia 17 de agosto, pela Editora Vozes, na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon, Rio de Janeiro, às 20h). A primeira parte do livro traz uma abordagem teórica sobre o assunto, pontilhada por experiências reunidas em entrevistas realizadas pela autora. Na segunda parte estão entrevistas com nomes como Boaventura de Souza Santos, Marcelo Gleiser, Heloísa Helena, MV Bill, Nega Giza, Muniz Sodré, Vito Giannotti e outros. No final de cada entrevista há uma nota comentando o que se pode aprender com erros, acertos, com o momento especial vivido sempre que um jornalista ou pesquisador entrevista uma pessoa. Stela Guedes Caputo é mestre e doutora em Educação. Recebeu o prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Reportagem Escrita, em 1993 e o prêmio de melhor edição de jornal sindical, em 2004, pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).