O Brasil subiu 27 posições na classificação mundial sobre mortalidade infantil da Unicef, ou seja, os índices de mortalidade infantil em nosso país estão diminuindo. Entretanto, como bem lembrou nossa colaboradora Jô Portilho, o Brasil está diminuindo as taxas de mortalidade infantil, mas permite que muitas dessas crianças morram já na adolescência. O Mapa da Violência dos Municípios brasileiros de 2007 mostra altas taxas de mortalidade entre jovens de 15 a 24 anos.
Esses indicadores também possuem variantes de gênero e cor, homens e negros morrem mais. A criminalização da pobreza é constante e a cada dia se intensifica, a população pobre e favelada é potencialmente vista como criminosa. “Antes senzala, hoje favela, a luta continua”, diz a frase difundida entre comunidades e sindicatos em camisetas e atividades. Boas fontes para a realização da reportagem são Institutos que possuem dados de violência como o Instituto Carioca de Criminologia (ICC), além das estatísticas oficiais do Estado, como as da própria polícia. Apesar de geralmente serem maquiadas, ainda assim apresentam números alarmantes. Por outro lado, vítimas da violência nas comunidades já estão organizadas em várias partes do país. Esses movimentos e moradores seriam as fontes principais, afinal são os que podem e devem narrar toda a crueldade da situação.