Por Claudia Santiago. No dia 23 de dezembro, os cariocas sensíveis à vida, levaram um soco na boca do estômago. Ao abrir os jornais se depararam com a seguinte notícia: “Vigilante mata cliente de banco a tiro no Centro” (O Globo, 23/12/2006). Em seguida, o relato. Um jovem negro, de 28 anos, chamado Jonas Silva, foi morto no Banco Itaú, no centro do Rio de Janeiro, por um segurança que tem a função de impedir a entrada de “indivíduos suspeitos” no banco.
A primeira reação pública veio do jornalista Marcelo Mesquita que em e-mail mostrou sua indignação com o fato. Em seguida, a Rede de Jornalistas Populares, se dispôs a colaborar com a família para a denúncia do crime. A Federação dos Bancários do Rio e Espírito Santo fez matérias sobre o assassinato em seu boletim. E entidades do Movimento Negro promoveram um ato de protesto
Em praticamente todas as reações, estava a revolta com o fato de Jonas ter morrido por ser negro. A proposta de pauta desta edição é esta: No Brasil, os negros são as maiores vítimas da violência.