Na noite da quinta-feira 7, o jornalista Mino Carta, diretor de redação da revista CartaCapital, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira de 2006, como Jornalista do Ano, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira.  

A premiação chega em boa hora. Durante a cerimônia, no Hotel Caesar Park, no Rio de Janeiro, Mino Carta se disse “honrado e consolado” com a distinção e lembrou que ela chegava num momento em que a revista é “atingida por flechas” disparadas contra as posições editoriais assumidas antes e durante a crise política e ao longo da campanha presidencial.  

Lula, mais uma vez, recebeu manifestação de apoio de CartaCapital. Uma decisão, inédita no Brasil, mas absolutamente comum na imprensa, notadamente aquela do chamado Primeiro Mundo.  

Tomada a decisão editorial, ela foi anunciada francamente aos leitores. Baseada em princípios e crenças, a opção botou a revista na contramão do trajeto seguido por quase toda a imprensa nativa, que, como faz tradicionalmente, escondeu suas preferências e simpatias políticas atrás do falso biombo da isenção e da objetividade.  

A premiação reconhece o trabalho individual de Mino Carta e leva em conta, sem dúvida, o debate que CartaCapital estimulou ao denunciar o comportamento da mídia durante a crise e ao longo da campanha eleitoral de 2006. (Carta Capital, 423)