
AgênciaEFE – Cerca de 300 pessoas convocadas pela Anistia Internacional (AI) se reuniram no sábado, dia 6, em Paris para protestar contra a existência do centro de detenção americano de Guantánamo, no dia em que sua implementação, para receber presos procedentes do conflito no Afeganistão, completou cinco anos.
A concentração aconteceu em frente à Estátua da Liberdade da capital francesa, réplica da que fica na baía de Nova York, como uma ironia ao fato de que, segundo o grupo, os EUA não respeitam as liberdades fundamentais.
Os manifestantes se vestiram com um uniforme laranja, como os detidos da prisão.
Num manifesto divulgado por ocasião do protesto, a Anistia destaca que 765 presos passaram por essa prisão desde janeiro de 2002 e que, em novembro, 345 tinham já sido libertados ou transferidos para cerca de 20 países.
Isso significa que restam 420 presos de cerca de 30 nacionalidades no presídio, segundo a organização de defesa dos direitos humanos.
A Anistia afirma que o centro de Guantânamo é a parte visível da política repressiva dos EUA, é a ponta “de um iceberg de faces sombrias, como as detenções ilimitadas e secretas e o recurso à tortura e aos tratamentos cruéis, desumanos e degradantes”. Leia mais em: http://www.br.amnesty.org/