Circula na rede o manifesto “Mulheres pelo direito de resposta”, no qual brasileiras reivindicam tempo e recursos na televisão para reverter a invisibilidade e as distorções de sua imagem. O texto foi aprovado por grupos que estão na preparação das manifestações do Dia Internacional da Mulher (8 de março) de São Paulo e é endereçado aos acionistas e diretores das diversas emissoras da TV Brasileira, ao Fórum pela Ética na TV e ao Sr. Sergio Gardenghi Suiama, do Ministério Público Federal.
“A relativa invisibilidade das mulheres trabalhadoras, intelectuais, especialistas, profissionais liberais e outras, a falta de espaço para a discussão de nossas reivindicações e ideais, bem como de nossas conquistas e das mudanças que conseguimos introduzir no mundo, perpetua a reprodução dos estereótipos limitantes que influem na formação de uma subjetividade empobrecida e resultam no rebaixamento da auto-estima das mulheres e na busca de sua afirmação através da perseguição dos modelos, valores e produtos veiculados”, diz o texto.
O manifesto critica também o padrão estético de difícil acesso disseminado pela mídia em geral, lembrando que, se por um lado as mulheres não se reconhecem na imagem dominate, por outro cobram de si mesmas – e são cobradas – para alcançar esse “modelo ideal de beleza”.
O texto cita um relatório de pesquisa da GMMP (Projeto Global de Monitoramento da Midia), de 2005, segundo o qual, mesmo constituindo 52% da população mundial, as mulheres aparecem em apenas 21% das notícias. No rádio esse percentual é de apenas 17%. Além disso, nas reportagens, quando se trata de ouvir a opinião de especialistas, 83% destes são homens.
Acesse o manifesto na página da Ciranda Internacional da Informação Independente: www.ciranda.net/spip/article1027.html