O Brasil inteiro acompanhou as notícias sobre a invasão e a violência policial, de iniciativa do poder local com apoio do federal, no Morro do Alemão, na Zona Norte do Rio, nas vésperas da abertura dos Jogos. Ao mesmo tempo é aplicada, pelos governos municipal e estadual, uma política de remoção das favelas próximas às instalações e aos apartamentos do PAN. O fio condutor destas políticas é repetido de mil formas através de toda a mídia dos patrões: criminalização e combate às populações pobres, como se em seu conjunto fossem responsáveis pela violência do mundo do tráfico. A essas coisas específicas agudizadas pela realização dos Jogos Panamericanos se acrescenta uma situação de desemprego e abandono da Saúde e da Escola pública que, especificamente no caso do Rio, estão se tornando um caso de “genocídio”, como reconheceu num momento de lucidéz, mas que não teve nenhuma seqüência, um dos governantes locais.
Os trabalhadores sobretudo os dos serviços públicos se mobilizaram, num ato conjunto com os movimentos sociais, para reivindicar o fim das Reformas neoliberais, sobretudo a trabalhista que está na pauta, que só vêm tirar direitos e piorar sua situação dos trabalhadores.
Contra estas realidades foi organizado um ato, no Rio, onde o NPC participou junto com Sindicatos, Centrais, Movimentos e várias Organizações.