Um clima de comoção dominou, no dia 4 deste mês, os momentos finais da vigília fúnebre da jornalista e ex-deputada do PT Heloneida Studart que nasceu em Fortaleza, em 1932. Na saída de seu esquife, amigos e admiradores cantaram o Hino Nacional, a canção “O bêbado e a equilibrista” e “Ô abre alas”, de Chiquinha Gonzaga, com uma adaptação em homenagem à participação de Heloneida no movimento feminista: “Ô abre alas, que eu quero passar / Sou feminista, não posso negar / Sou feminista, não posso negar”.
À vigília compareceram muitos trabalhadores e trabalhadoras com as quais Helonéida trabalhou por uma visão feminista, socialista e libertária. Também estiveram presentes colegas parlamentares, jornalistas e sobretudo militantes do movimento feminista, que discursaram diante de seu esquife e entoaram a canção “Maria Maria”.
(Fonte: Portal da ABI)
O adeus do NPC a Heloneida
Jornalista, escritora e teatróloga, Heloneida destacou-se por seus escritos sobre a libertação da mulher. Seu primeiro livreto foi “Mulher Brinquedo do Homem” de 1971. O título já dizia a que vinha. Em 1978, publicou, pela Vozes, “Mulher objeto de cama e mesa”, uma versão atualizada com a mesma visão de igualdade entre homens e mulheres e de superação do machismo. Deste último foram publicados mais de 220 mil exemplares. Vale a pena procurá-lo e relê-lo. Está mais vivo e atual mais do que nunca.
Para os coordenadores do Núcleo Piratininga de Comunicação, a jornalista Heloneida Studart foi uma grande mulher que ocupará, para sempre, um lugar de destaque na sua formação, no que tange à questão da mulher. O NPC participou da despedida da companheira e nesta última edição do seu boletim não poderia deixar de dizer: Viva Heloneida!