** Apenas 50% dos municípios brasileiros possuem uma rádio comunitária outorgada;
** 20% dos municípios sequer tiveram um Aviso de Habilitação publicado;
** A duração média do processo de outorga é de mais de quatro anos, existindo processos em andamento no Ministério das Comunicações desde 1998, sem conclusão;
** Mais de quinze mil entidades tiveram seus processos de pedido de concessão de radiodifusão comunitária arquivados;
** O setor de outorga do Ministério das Comunicações não cumpriu os acordos firmados diante da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2005, quando se comprometeu a rever seus métodos e encaminhamentos diante da Comissão de Direitos Humanos da entidade e ainda inviabilizou o diálogo e o acompanhamento dos representantes das rádios comunitárias aos processos de concessão;
** O “coronelismo eletrônico”, segundo pesquisa dos professores Venício Lima e Cristiano Aguiar, atua fortemente em muitas emissoras comunitárias;
** A repressão contra ativistas das rádios comunitárias continua aliada à apreensão de equipamento, prisões e até óbitos de comunicadores populares.
Relato de Heitor Reis, militante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) a Ismar Capistrano Costa Filho – Observatório da Imprensa, em 05.12.2007.