“(…) quem conta a História influencia na forma como ela é feita. Mas quem faz a História somos nós. No entanto, quem conta a História tem um poder danado. Estou convencido disso, porque você constrói a representação do passado. E o passado é importantíssimo para orientar a sua ação de presente. É por isso que nós não podemos descuidar dessa questão”.
Venício A. de Lima, em entrevista ao Núcleo Piratininga de Comunicação. Na ocasião, em 2004, ele participou do 10º Curso Anual do NPC.
“Na qualidade de patrocinadora do cinema nacional, que vive dos impostos que pago, demando filmes prenhes de utopia, nos quais a realidade seja entendida como processo e não como aprisionamento estático do futuro”.
Adriana Facina, no artigo Era (mais) uma vez a criminalização da favela, publicado no Observatório da Indústria Cultural.
“O que acontece com a grande mídia brasileira? Ela menospreza a inteligência popular, trata a população como se fosse imbecil, dá ordens, faz revistas nas quais não há mais texto, ela desalfabetiza, deseduca. Nós precisamos de meios que respeitem a inteligência da população, que socializem os conhecimentos que existem, que sejam capazes de produzir de fato debates reais. A mídia hoje é meio unicamente de convencimento mercantil. É uma grande indústria, não é mais serviço”.
Virgínia Fontes, em entrevista ao jornal Fazendo Media, em agosto de 2006.