O Fórum Permanente de Mobilização pela Justiça e Paz promoveu um debate, em Macaé, sobre a questão da violência. Participaram da mesa a professora de história da UFF, Adriana Facina; o cantor MC Leonardo; e Vinícius Wu, do Ministério da Justiça. O objetivo foi discutir a questão com diferentes perspectivas: a acadêmica; a de um morador da favela que usa o funk como meio de protesto e combate à violência; e a institucional. O Fórum é composto pelas seguintes entidades: Pastoral da Juventude, Pastoral da Família, Pastoral Social, 2 Igreja Batista, Igreja Presbiteriana de Macaé, SINDIPETRO – NF, SINPRO, SEPE, diretórios acadêmicos de Administração, Ciências Contábeis e Direito da UFF, e outras.  

Por que Macaé? 

De acordo com o material de divulgação do encontro, o município de Macaé foi escolhido ter crescido rapidamente e de forma desordenada, em decorrência das atividades de exploração de petróleo. Existe ainda uma insuficiência de políticas públicas de inclusão da juventude nas áreas de cultura, educação e esporte. Por isso, a cidade tem tido um dos maiores índices de mortalidade entre os jovens.  

Neste ano, um caso de violência chocou muitos moradores. De 18 a 22 de janeiro, a polícia de Macaé invadiu as comunidades de Nova Holanda e Nova Esperança. Houve tiroteio e morreram três pessoas. Segundo a polícia, os três eram traficantes. Os moradores, entretanto, contestam essa versão e protestam contra a violência policial.