O jornal O Globo publicou no dia 21/02 uma matéria sobre a tese de doutorado de Matthew Alford, na qual critica Hollywood. Para o pesquisador inglês, a indústria cinematográfica tem sido usada constantemente como propaganda e defesa do governo estadunidense.  

Na matéria, Alford chega a afirmar que não iria ficar acordado para assistir à cerimônia do Oscar. O motivo apresentado foi que não perderia “sua noite de sono para acompanhar o que vê como uma tendência ainda vigente no cinema norte-americano de apologia ao status quo”.  

Segundo ele, existe influência de pressões políticas e corporativas naquilo que milhões de pessoas no mundo assistem nas salas de cinema, enquanto mastigam pipoca e bebem refrigerante. “Tal relação de poder teria se acentuado ainda mais durante os oito anos que George W. Bush e seus amigos neoconservadores ocuparam a Casa Branca”, afirma. Ele critica o fato de haver pouco estudo e material acadêmico sobre o papel de Hollywood como arma de desinformação e propaganda.  

O pesquisador chega a citar o filme “Munique”, de Steven Spielberg. A história é sobre a reação do serviço secreto israelense aos atentados que mataram atletas nas Olimpíadas de 1972. “Israel é um aliado histórico dos EUA. Além disso, é um dos clientes mais fiéis do braço militar da General Electric (GE), que vende a TelAviv mísseis e sistemas de propulsão para aviões e helicópteros” – diz Alford. Ele lembra que a GE está intimamente ligada aos grandes estúdios, e tem entre suas subsidiárias a Universal.  

A matéria “Hollywood, a poderosa arma dos EUA” foi publicada no suplemento Prosa & Verso do jornal O Globo.

(Essa seção teve início no Boletim NPC 140. “Garimpo” será dedicada a divulgar reportagens de veículos de mídia que não são alternativos/comunitários/sindicais, mas que merecem um reconhecimento pela abordagem de assuntos que consideramos essenciais.)