Rosangela Ribeiro Gil
O boletim “O Metalúrgico” foi distribuído, pela primeira vez, aos operários da Cosipa, Companhia Siderúrgica Paulista, em Cubatão (SP), e aos trabalhadores de metalúrgicas, oficinas mecânicas e serralherias da Baixada Santista, no dia 18 de novembro de 1974. Em plena ditadura militar, surgia o veículo de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista. E veio para ficar!
De lá para cá, os metalúrgicos recebem, toda a semana, na porta da fábrica, o boletim que traz notícias específicas da categoria, mas que também olha e sente o mundo.
“O Metalúrgico” é um dos boletins sindicais mais antigos do Brasil, que não deixou de circular uma vez sequer. Ao contrário, já aconteceu de numa mesma semana termos mais de uma edição distribuída.
“O Metalúrgico”, como tudo na vida, é e está em movimento. Se em 1974 ele tinha apenas uma cor e era elaborado artesanalmente: títulos em letra “Set”, datilografado em máquina de escrever, se muito elétrica, e “pestapado” numa mesa improvisada; hoje ele já tem mais algumas cores e sai prontinho de um computador.
Ao mesmo tempo, “O Metalúrgico” alargou os seus horizontes também, se antes falava mais dos problemas da categoria, hoje ele fala dos problemas da categoria que são os problemas de todos os trabalhadores e trabalhadoras.
“O Metalúrgico” já alcançou tiragens históricas de até 25 mil por edição. Hoje, após a criminosa privatização da Cosipa e a crescente terceirização (dividindo a representação sindical), “O Metalúrgico” tem tiragens entre cinco mil e seis mil exemplares. Mas continua dando trabalho e colocando a “boca no trombone”. E, sabemos, é leitura obrigatória dos patrões também.