Veja alguns números importantes do ótimo artigo de Juarez Guimarães – www.agenciacartamaior.com.br 

Queda nos gastos com Saúde

Em 1994, os gastos do Ministério da Saúde corresponderam a 10,6% dos gastos da União. Em 1998, estes gastos equivaleram a 5,6%.

CPMF para agradar FMI

Em 2001, foram arrecadados R$ 17,1 bilhões com a CPMF. Cerca de 10,9 bilhões foram gastos com saúde e previdência e R$ 824 milhões com o Fundo de Erradicação da Pobreza. Cerca de 5,44 bilhões foram compor o superávit primário do governo, como exige o FMI. No período de 1993 a 1999, apenas em 1994 e 1995 os gastos com a Saúde ultrapassaram 1% do orçamento.

Perdendo feio

Em 1995, alcançou-se o maior percentual dos gastos na saúde pública em relação ao PIB 3,2%. Mas, esses números são inferiores aos da França (7,7%), Espanha (5,8%), Argentina (4,3%), Inglaterra (5,7%), Cuba (7,9%) ou EUA (6,6%), segundo dados do Banco Mundial para o mesmo ano.

Planos de saúde faturando

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Grupo, as empresas de saúde declararam em 1999 faturamento de mais de R$ 20 bilhões para um total de 32 milhões de clientes. São R$ 625 per capita, cinco vezes o gasto pelo governo com os que não têm cobertura privada. Para os clientes dos planos de saúde, cerca de um quinto da população brasileira, estão disponíveis 80% dos médicos com consultório particular e mais de 50% do total de hospitais.

Epidemias: os fracassos de Serra

O governo que Serra é candidato a dar continuidade praticamente paralisou investimentos públicos em saneamento. A rubrica do controle de doenças transmissíveis marcou 2,51% do orçamento do ministério da Saúde em 1998 e 3,14% em 1999, menos que os 4,23% do último ano do governo Itamar. Resultado de tudo isso: nos três primeiros meses de 2002, houve 317.787 casos de dengue notificados, o dobro do ano passado, com 59 mortes. Além disso, segundo a Folha de São Paulo de 24 de fevereiro de 2002, na gestão Serra oito doenças avançaram ou mantiveram-se em alto nível de incidência (malária, hanseníase, leishmanioses tegumentar e visceral, febre tifóide, dengue, tuberculose, paralisia flácida aguda), três oscilaram (febre amarela, rubéola, hepatite B e C) e duas foram praticamente debeladas (sarampo e cólera).

Campeão dos genéricos: propaganda enganosa

Os genéricos representam apenas 8,8% dos remédios vendidos no país. É pouco e ainda por cima vem acompanhado da forte internacionalização do setor farmacêutico nos anos 90. Em dez anos, a importação saltou de 50 milhões de dólares para 2,5 bilhões. Quase 50% dos genéricos são importados prontos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, cerca de 50 milhões de brasileiros não têm hoje condições de comprar remédios.