Em entrevista à Agência Estado, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Vanderlei Martini, fez um balanço da trajetória do movimento desde o massacre de Eldorado. Ele lembrou que a violência no meio rural brasileiro cresceu muito após 13 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA). A chacina vitimou 19 sem-terra em confronto com a Polícia Militar do Estado em abril de 1996.  

Na matéria, Martini diz ainda que considera que os  últimos 13 anos foram marcados por regressos na distribuição de terras no País. Como lembra o coordenador, o governo Lula prometeu assentar 550 mil famílias no primeiro mandato, mas só 163 mil foram assentadas.  

O coordenador também critica a expansão do agronegócio, e a identifica como a maior vilã da reforma agrária nos últimos anos. De acordo com ele, são os latifundiários e as grandes empresas do ramo que governam o País, e não os políticos eleitos.


“Os criminosos são os latifundiários e os grandes produtores”, declarou Martini na entrevista. Ele lembrou que, de 1985 a 2007, foram assassinados 1.493 sem-terra, mas somente 71 pistoleiros foram condenados e 49 absolvidos. 
 

“O Abril Vermelho, além de prestar homenagem aos companheiros mortos no massacre de Carajás, serve também para lembrar a morosidade do Judiciário brasileiro”, criticou.

Leia em nossa página o texto divulgado pela Agência Estado em 14/04/09.