
Eu só peço a Deus que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência dessa gente
Eu só peço a deus que a mentira não me seja indiferente
Se um traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente
(…)
Neste último domingo, 4 de outubro, a cantora argentina Mercedes Sosa faleceu aos 74 anos. Segundo o hospital Sanatorio de la Trinidad, de Buenos Aires, a intérprete sofria “disfunção renal progressiva”. Ao morrer aos 74 anos, a cantora nos deixa uma vasta obra de forte temática social, após uma vida de resistência política. Foi ela quem deu início, na década de 1960, ao Movimento Novo Cancioneiro, que usou músicas de forte componente social para fazer denúncias e protestos. Devido a seu engajamento político e à sua ligação com a esquerda, em 1979, durante a ditadura Argentina (1976 a 1983), um show da artista foi invadido por militares. A partir desse ano, Mercedes foi exilada e morou por um período na Europa.
Mercedes comemorou o fim da ditadura da Argentina com o espetáculo “Corazón Americano”, ao lado do brasileiro Milton Nascimento e León Gieco.
Leia o que o cineasta militante Carlos Pronzato escreveu sobre Mercedes Sosa