
Transformar o problema agrário brasileiro em crime comum tem sido a tática dos setores mais conservadores e truculentos da sociedade brasileira. Para mostrar o descontentamento com essa situação e defender e apoiar a Luta pela Reforma Agrária, será realizado um Ato Pela Libertação dos Presos Políticos do MST e Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais. A manifestação será nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, às 19h, na Faculdade de Direito da USP.
Sete trabalhadores rurais, vinculados ao MST e residentes nos municípios de Iaras e Borebi (SP), foram presos na manhã do dia 26 de janeiro pela Polícia Civil. Eles estão sendo acusados de liderarem a ocupação da fazenda Santo Henrique, de propriedade do Governo Federal, e usada ilegalmente pela transnacional Cutrale.
A forma como a prisão foi efetuada demonstrou que a polícia vem aumentando ainda mais o conflito estabelecido na região. A criminalização dos trabalhadores e a apreensão de equipamentos, objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho, e produtos agrícolas dão mostras de arbitrariedade e pré-julgamento. Tais objetos são de uso regular e cotidiano de quaisquer agricultores. Além do mais, não há comprovação por parte da polícia de que esses bens sejam de propriedade da empresa denunciante.
Com informações do MST: http://www.mst.org.br/