Durante a décima edição do Fórum Social Mundial, a rádio Favela, de Belo Horizonte, e a Rádio Koch, de Nairóbi, Quênia, tiveram um encontro para trocar experiências. Em 2001, a brasileira conseguiu a licença para operar como rádio educativa, ampliando seu alcance para cerca de quatro milhões de moradores da região metropolitana de BH. Já a rádio africana é comunitária e surgiu na favela de Korogocho, após seus criadores conhecerem a história da criação e do desenvolvimento da rádio mineira por meio do filme Uma Onda no Ar. Depois do Fórum, os africanos visitaram a sede da Rádio Favela, em BH, mantendo o intercâmbio entre as rádios.

Em entrevista à Agência Pulsar, Viriato Tamele, do comitê do Fórum Social Africano, avalia que é bem parecida a situação de criminalização das rádios comunitárias na África e no Brasil. Ele conta que, da mesma maneira, as favelas e comunidades mais pobres enfrentam os mesmos tipos de problemas, como a falta de acesso a serviços básicos como água, energia e saneamento básico.