[Por Marília Gonçalves] Em entrevista ao BoletimNPC, a jornalista Fernanda Pereira fala sobre a importância da teoria de Paulo Freire não apenas para os estudos em educação, mas também para a área de comunicação. Como ela mostra, o ideal defendido pelo educador de “diálogo” e “construção coletiva de conhecimento” pode ser aplicado à mídia. “A prática de ensino dirigista, em que um professor dita as fórmulas – assim como a mídia unilateral, de mão única – não possibilitam uma verdadeira educação – nem uma verdadeira comunicação”, afirma.

 

Em sua dissertação de mestrado Comunicação do Oprimido: movimentos populares midiáticos nas favelas do Rio de Janeiro, defendida na Escola de Comunicação da UFRJ, ela analisa a questão da opressão nos dias de hoje e mapeia os meios de comunicação comunitários no Rio de Janeiro. Apesar dos problemas que possuem, ela constatou que é mais fácil trabalhar o diálogo, a participação e a transformação nesses veículos do que na mídia empresarial, que possui objetivos comerciais. Confira a entrevista.