“Quando vi o documentário [As muitas faces de uma cidade] pela primeira vez, eu estava sem luz em casa, ilhada, mas ainda sem saber exatamente o que havia acontecido em minha cidade, Niterói. A bateria do computador acabou antes do fim do filme e tive de esperar até o dia seguinte para terminar de assistir. Quando a luz voltou, enquanto eu ouvia as notícias sobre os mortos e desabrigados no Rio, via na tela do computador o trecho em que eram mostradas as enchentes e as pessoas que perdiam tudo nas periferias de Foz do Iguaçu. As mesmas histórias em cenários diferentes. Um desespero me invadiu a princípio, um sentimento de revolta impotente, uma raiva. Mas, após desespero, me veio uma ponta de esperança de que essas semelhanças possam ser a raiz para a construção de um novo mundo a ser erguido pelos oprimidos, pelos pobres, pretos, favelados, com sua força de sempre resistir e reconstruir, sua cultura, sua fé na vida” .
Trecho da fala da prof. Adriana Facina, no lançamento do documentário em Foz do Iguaçu (PR).  Confira a fala completa da professora da UFF.