Mais de 150 ativistas do mundo inteiro estiveram presentes no dia 15/04 em uma audiência pública na Alerj. Na ocasião, foi lançado o Dossiê dos impactos e violações da Vale no Mundo, elaborado de forma coletiva. Além de apresentar as ações agressivas e predatórias da Vale em diversos países, o documento mostra também as estratégias utilizadas pela empresa para obter lucros e se tornar competitiva. Segundo o Financial Times, em janeiro de 2010, a companhia chegou à 24ª posição entre as maiores do mundo. Por trás deste crescimento, existem problemas como os custos sociais e ambientais ignorados nos discursos e relatórios oficiais da transnacional.

Confira alguns relatos de trabalhadores do Brasil e outros países:

Canadá – Os trabalhadores da Vale-Inco estão há nove meses em greve. O sindicalista James West relatou que a empresa usou como desculpa a crise econômica para violar direitos dos trabalhadores conquistados através da luta.

Eixo Carajás –
O impacto da construção da Estrada de Ferro dos Carajás praticamente dividiu um povoado ao meio, gera poluição nos rios e não há qualquer interesse da empresa ou das autoridades em melhorar a situação das populações locais.


Peru – Moradores denunciam o uso de milícias armadas e aparatos de segurança ilegal para dividir e amedrontar famílias que se opõem aos empreendimentos. Um camponês da região de Cajamarca contou que os moradores ficaram surpresos quando a mineradora contratou criminosos para fazer o trabalho de segurança.
 

Moçambique – Um trabalhador contou como a Vale enganou a população com o discurso do “desenvolvimento”.  Apesar de a empresa ainda estar se instalando no país, ela já ocupou terras, dividiu comunidades e violou direitos. 
                                              [Confira outros depoimentos, recolhidos no 2º dia do Encontro
 

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