Essa é a opinião do jornalista Dioclécio Luz, palestrante da mesa Perspectivas para as rádios comunitárias. Dioclécio comentou por um lado sobre as restrições da legislação sobre radiodifusão comunitária e por outro, sobre a falta de fiscalização da Anatel àquelas rádios que ferem a legislação por estarem controladas por grupos religiosos e políticos. Ele mostrou fotos de comunicadores populares nas rádios comunitárias que exercem um bom trabalho e também denunciou por meio das imagens outras rádios que funcionam dentro de igrejas.
Apesar do quadro difícil o jornalista acredita que as rádios comunitárias são uma conquista e precisam ser defendidas.
“Essa é uma luta que vale a pena. Essa minoria que tem poder vai ser contra isso. A minha esperança é que as rádios comunitárias continuem se organizando, continuem enfrentando esse poder”, diz Dioclécio.
Ele insiste na necessidade de que os comunicadores populares se qualifiquem. Sugere, por exemplo, que as emissoras comunitárias façam bons programas de debate e saibam contar a história das músicas e compositores que tocam, por exemplo.
A palestra do Dioclécio se insere numa das idéias básicas do NPC: é necessário usar todos os instrumentos de mídia, do jornal, ao rádio, ao cinema à TV, à internet. Usar todos na batalha para difundir nossas idéias. Para disputar a visão de mundo com a mídia deles.
A propósito, foi repetido por vários expositores que não há simplesmente “A Mídia”. Há duas mídias. A mídia deles e a nossa. A deles é a chamada “grande mídia”, ou mais precisamente, a mídia empresaria, patronal, comercial, a mídia burguesa como se dizia anos atrás. E há a nossa. A dos trabalhadores. A do povo oprimido e explorado na sua luta para se libertar. Para criar uma outra sociedade.
Confira a entrevista completa de Dioclécio Luz nos próximos boletins.