Autor: Luisa Vieira

Ego inflado

[Por Eduardo Ricci, jornalista e cineasta] No filme O Grande Ditador (1940), Charles Chaplin transforma o poder em farsa ao mostrar um líder autoritário que brinca com o mundo como se fosse um balão frágil, inflado apenas por sua própria vaidade. A célebre cena em que o ditador dança com o globo sintetiza a crítica: a ordem mundial, quando concentrada nas mãos do ego, vira brinquedo, leve e prestes a estourar. Na época era uma paródia a Adolf Hitler.

No presente, a atuação de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos ecoa essa metáfora chapliniana. Ao tratar alianças, guerras, economia e diplomacia como movimentos de espetáculo, improviso ou provocação, Trump encena uma política que flerta com o grotesco e o perigoso. Assim como no filme, o riso inicial dá lugar à inquietação: quando líderes brincam com o mundo, não é o balão que corre risco, são as vidas que habitam dentro dele.

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 ‘Sinfonia de um homem comum’, de José Joffily

[Por Tutty Vasques] Não sei onde eu estava com a cabeça quando o diplomata brasileiro José Maurício Bustani (foto) passou 5 anos no cargo de diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas, ocupado por ele desde 1997. Será que eu estava enchendo a cara de maconha por aí quando em 2002 ele foi expulso da OPAQ por pressão dos EUA para impedir que esse nosso Zé desmascarasse a farsa do governo Bush que acusava o Iraque de fabricar clandestinamente armas destruição em massa. Eu devia estar pra lá de Bagdá quando o cineasta José Joffily, amigo comum meu e do diplomata, lançou nos cinemas em 2023 o documentário ‘Sinfonia de um homem comum’ sobre a audácia desse brasileiro que escancarou a cumplicidade internacional na grande mentira que justificou a destruição do Iraque pelas tropas americanas e britânicas. José Maurício Bustani é protagonista de uma história inacreditável que me recobrou os sentidos no fim da noite de sábado, quando fui apresentado ao documentário exibido na Globonews. Acordei neste domingo um pouco mais orgulhoso de ter nascido no mesmo país do Bustani. | Saiba como assistir.

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Ataque à Venezuela: organizar as ideias para resistir desde o sul 

[Por Luisa Souto – NPC] Na madrugada do sábado, dia 3 de janeiro de 2026, a capital da Venezuela, Caracas, foi atacada pelo governo dos Estados Unidos da América com bombardeios a bases militares, como La Carlota e Fort Tiuna, e sequestro do presidente e da primeira dama do país. Essas bombas não foram apenas uma ação violenta: foram um ataque direto a quem vive e pensa a América Latina a partir do sul.

Ficamos, desde as primeiras horas, em um tipo de vigília diante da história acontecendo em tempo real (ou, ao menos, a partir do momento em que as primeiras imagens começaram a circular). No meu caso, desde a primeira postagem da Telesur, canal imprescindível para que a América Latina se veja e se conte por si mesma. | Continue lendo.

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Gustavo Petro

“Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que emergiu da luta armada e, posteriormente, da luta do povo colombiano pela paz.” – Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em 5.1.2026.

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Dia 1 – A batalha da comunicação popular contra o discurso hegemônico que demoniza a classe trabalhadora, as favelas e as lutas coletivas

[Por Rosângela Ribeiro Gil | Jornalista – NPC – Com contribuição de transcrições de Emílio Ferrene (ou Netinho), do Sintepp Subsede Curuçá-Pará] Cento e noventa pessoas representantes de sindicatos e movimentos sociais estiveram reunidas no 31º Curso Anual do NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação). De 4 a 7 de dezembro último, no Rio de Janeiro, delegações de diversos estados brasileiros participaram de bons e importantes debates sobre “Comunicação e mobilização da classe trabalhadora”. Foram mais de 35 horas dedicadas a debater a comunicação contra-hegemônica – aquela em contraponto à informação capitalista veiculada pela mídia monopolista que domina o espaço público. Informação que nunca fala bem das nossas lutas. | Continue lendo.

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