Nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou para o grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 (quase 720 milhões) por conta da compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos dentre todos os grupos editoriais do país. Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Nem mesmo o grupo espanhol Santillana (dono das editoras Moderna e Objetiva), que teve suas vendas ao MEC turbinadas a partir de 2006. O máximo que conseguiram foi chegar a 17,50% dessa verba.
O Brasil de Fato divulgou uma tabela com os dados. A fonte foi o “Portal da Transparência” do governo federal. O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) é uma das principais dotações orçamentárias do MEC. Mais da metade dos recursos são gastos na compra de livros didáticos. “Naturalmente esses recursos, que são do Estado e do povo brasileiro, têm que ser, não somente fiscalizados, mas usados de acordo com uma política que contemple os interesses e as necessidades dos seus donos”, diz a reportagem. [Leia a matéria na página do Brasil de Fato]