Por Regis Moraes, em 07.10.06 

Lembro-me da reação de algumas pessoas quando, faz algum tempo, dizia que o grupo Folhas, da ‘progressista’ família dos Frias, era, na verdade, uma empresa de oportunidades, que apoiava a tortura quando esta era conveniente e fazia a defesa da ‘democracia’, a seu modo, claro, quando esta se mostrava mais rentável. Um certo ar de descrédito aparecia no rosto de meus interlocutores. Agora, sai uma biografia do sr. Otávio Frias, pai, em que o autor registra um fato que não poderia ocultar – trata, certamente, de apresentá-lo de modo… polido.

O fato é, contudo, bastante duro. O grupo Folhas foi, durante a ditadura, um fornecedor de dinheiro para torturadores.

Crônica: Viva a Liberdade de Imprensa

Por Bernardo Kucinski, para a Agência Carta Maior, em 07.06.2006

Leia em nossa página na seção mídia a crônica em que o jornalista Bernardo Kucinski narra um discurso que poderia ter acontecido após a divulgação dos resultados eleitorais no último domingo (1º). A crônica foi publicada originalmente no site da Agência Carta Maior.

A caravana JN já definiu como governar o Brasil

Por Sérgio Domingues, em 05.10.2006

Depois de mais de 16 mil quilômetros de viagem, Pedro Bial e sua caravana chegam a Brasília dizendo o que é melhor para o Brasil. Em sua condição de comitê central do partido da grande mídia, a Globo quer um país mais neoliberal e mais conservador.

Pobres & Nojentas chega ao seu terceiro número

Por Elaine Tavares, em 09.2006

Saiu o terceiro número da revista Pobres & Nojentas, publicação alternativa de jornalismo interpretativo lançada em Florianópolis. Nas suas páginas, histórias dos povos originários do Chile, de garotos franciscanos, de crianças, de comunidade em festa, de mulheres de luta, de trabalhadores argentinos, poesia… Um jornalismo engajado, com um texto simples, o projeto se propõe – com ironia, mas também com seriedade – se contrapor à superficialidade do chamado “jornalismo de gente”, um tipo de publicação que tem se pautado na divulgação de informações sobre a vida dos ricos e famosos. A publicação faz parte da Companhia dos Loucos, editora alternativa e marginal, criada em 2003 pelos jornalistas Elaine Tavares, Raquel Moysés e Paulo Zembruski. Para fazer sua assinatura, é só escrever para eteia@gmx.net 

Pará: mobilização leva pistoleiro e fazendeiro ao banco dos réus

Por Rogério Almeida

Tem sido a ação de uma rede de pessoas e instituições que se alinham em defesa da reforma agrária e dos direitos humanos, que tem conseguido levar a julgamento envolvidos na execução de dirigentes sindicais, militantes e seus assessores na Amazônia. É por conta de tal mobilização, que ultrapassa os nossos quintais, que vai a julgamento no próximo dia 10, o pistoleiro, Wellington de Jesus Silva. O pistoleiro  executou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Rondon do Pará, José Dutra da Costa, conhecido como Dezinho, no dia 21 de novembro de 2000. Silva é o único envolvido que foi preso e vai a julgamento.