Por Venício A. de Lima para o Observatório de Imprensa, em 09.06
A mídia tem dado grande repercussão ao recém-lançado livro de Eduardo Scolese e Leonencio Nossa, Viagens com o Presidente – Dois repórteres no encalço de Lula do Planalto ao exterior, da Editora Record. Por serem setoristas no Palácio do Planalto e acompanharem as viagens presidenciais, os jornalistas da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo estão próximos do presidente da República em situações onde ele sente sua privacidade protegida e, portanto, são capazes de revelar a face mais humana de Luiz Inácio Lula da Silva, que brinca ou se irrita com os auxiliares mais próximos, toma cerveja ou uísque e se refere a outros chefes de Estado ou políticos usando palavrões. Revela-se um ser humano com qualidades e defeitos como qualquer um de nós. Há, no entanto, uma pequena passagem no livro, às páginas 214 e 215, que ainda não mereceu a atenção dos colegas de Scolese e Nossa na grande mídia. Trata-se da descrição de um encontro ocorrido no auge da crise política, em 20 de julho de 2005, entre os dirigentes do PFL Jorge Bornhausen e José Agripino Maia e o principal executivo das Organizações Globo, João Roberto Marinho.
(Observatório da Imprensa – Setembro / 2006)