O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou a abertura dos arquivos referentes à ditadura militar do país – de 1964 a 1982. A expectativa é que as Forças Armadas apresentem ao Ministério Público as informações necessárias para iniciar as investigações. Um dos objetivos é localizar os restos mortais de ativistas políticos de esquerda que lutaram contra o regime e que estão desaparecidos.
Pelos cálculos das entidades de direitos humanos e autoridades federais, há pelo menos 156 pessoas desaparecidas. O ministro da Defesa, Ruben Saavedra, afirmou que um procurador militar vai acompanhar o trabalho como garantia de acesso aos arquivos. Na relação de desaparecidos estão o líder do Partido Socialista, Marcelo Quiroga Santa Cruz, e o dirigente sindical Carlos Flores Bedregal. Ambos teriam sido mortos em julho de 1980. Na época, o presidente boliviano era o general Luis García Mesa.
                                                                                                          [Fonte: Agência Brasil]