A ONG Justiça Global denunciou ao relator da ONU sobre execuções sumárias, arbitrárias ou extrajudiciais, Philip Alston, o assassinato de Leonardo Souza Santos, negro, 17 anos, no

dia 30 de novembro de 2007. De acordo com o boletim da ONG, Leonardo foi executado ao sair de casa no Morro Azul, no bairro do Flamengo (RJ), para comprar sanduíches com oito tiros por agentes do Serviço Reservado da Polícia Militar, a P2. A morte foi registrada no Boletim de Ocorrência na 9ª Delegacia de Polícia (9ª DP) como um caso de auto de resistência. Em seu boletim eletrônico, a Justiça Global manifesta profunda preocupação com a política de segurança pública posta em prática no Rio de Janeiro. “Em 2007 foram registrados oficialmente 1260 autos de resistência, apresentando uma elevação em relação a 2006, quando 1063 pessoas foram mortas durante ações da polícia.  Grande parte dos chamados autos de resistência se traduz em execuções por parte da polícia, como aconteceu na chacina do Complexo do Alemão, quando 19 pessoas foram mortas durante uma mega operação da polícia em junho de 2007.”