Dezenas de expedições aportaram no Brasil no século XIX, aproveitando a abertura dos portos em razão da presença da Família Real portuguesa no país. Um destaque é a Expedição Langsdorff, do médico alemão naturalizado russo Georg Langsdorff. A viagem ocorreu de 1821 a 1829, percorrendo o interior do Brasil com biólogos, médicos e artistas. Dentre eles estavam Johann Rugendas, Aimé Taunay e Hercules Florence, encarregados de reproduzir o cotidiano do Brasil em telas, gravuras e aquarelas. Rugendas acabou rompendo com Langsdorff e voltou à Europa com boa parte de sua produção. O resto do acervo foi encaminhado à Rússia e ficou perdido. Hoje os trabalhos pertencem ao Arquivo da Academia de Ciências de São Petersburgo, cidade onde foram encontrados em 1930, e estão pela primeira vez no Brasil. Entre as 120 peças reunidas na mostra estão obras inéditas como as aquarelas Sagui-de-cara-branca (1823), de Rugendas; Sebastiana, Filha da Mestiça Francisca de Sales e de um Branco (1927), de Taunay; e Mulher e Criança Manduruku, de Florence. A mostra ainda traz acervo da Academia Naval e exibe mapas e plantas do cartógrafo Nester Rubtsov. Os mapas serão projetados ao lado dos atuais, para que se possa fazer comparações. A mostra EXPEDIÇÃO LANGSDORFF fica em cartaz de 23 de fevereiro a 25 de abril, no CCBB de São Paulo, que fica na Rua Álvares Penteado 112, Centro (próximo às estações de metrô Sé e São Bento).
                                                                                                              [Fonte: Carta Capital]