Professor gaúcho atesta o crescimento da influência de CartaCapital no ciberespaço
Uma animadora análise do impacto desta revista na web durante o mês de outubro foi postada na quarta-feira 6 de dezembro, pelo professor gaúcho de Filosofia César Schirmer dos Santos em seu blog Animot (http://animot.blogspot.com).
Schirmer dos Santos, autor do ensaio Mente e Ciberespaço na coletânea Trabalho, Economia e Tecnologia, recorreu ao Google Trends, ferramenta capaz de aferir o volume de quaisquer buscas por período, para comparar o volume de buscas das expressões “Veja”, “Isto É” e “CartaCapital” em outubro de 2006, tanto o de buscas gerais quanto o de referências nas notícias publicadas.
Em 27 de outubro (seta verde), quando nossa capa foi “Contribuições ao dossiê da mídia”, a quantidade de referências em notícias foi igual para as três expressões, apesar das diferenças de tiragem. Se houve viés na pesquisa, é em favor da concorrência, pois “Veja” e “Isto É” podem ser muitas coisas além de nomes de revistas, enquanto “CartaCapital” é inequívoca. Nas buscas gerais, pode-se também notar, “CartaCapital” é bem mais consultada que “IstoÉ”. Conclusão do professor: “Dado o impacto, a força e a credibilidade das reportagens de CartaCapital, acho que não é exagerado dizer que, naquele momento, se disseminou a percepção hoje minimamente estabelecida, ao menos entre os brasileiros freqüentadores da web, de que a grande mídia está sob suspeita. Se há comunicação entre a webosfera e a sociedade brasileira em geral, como parece ser o caso, então é possível que tal percepção esteja se disseminando pela sociedade como um todo. Moral da história: ao fazer o mal, a grande mídia não imaginava que havia por perto profissionais sérios para denunciar suas práticas reprováveis, e se deu mal”.
Não se subestime o poder das pequenas tiragens. O manifesto de Lutero e o testamento de Getulio fizeram história com só um exemplar. Sem web para ajudar. (Carta Capital, 423)