Um investimento de bilhões de reais envolvendo dinheiro público, a ascensão de novos barões do capitalismo brasileiro, promessas de um novo mundo nas telecomunicações e um estranho consenso na política nacional. Assim vai se delineando a provável fusão entre a Brasil Telecom (BrT) e a Oi (antiga Telemar). Um negócio ainda nebuloso, descrito pelo governo Lula como de “interesse nacional”, mas que, pelo menos por enquanto, não apresenta garantias de que o cidadão brasileiro venha a ter algum benefício com a operação. Por hora, o governo se apega à possibilidade de que a nova empresa, apelidada de Oi/BrT, esteja disposta bancar a universalização da banda larga como forma de garantir um “motivo nobre” para a negociação. [Observatório do Direito à Comunicação – 29.01.2008]