Manuel Zelaya, presidente de Honduras deposto em junho, está há mais de uma semana na embaixada do Brasil. Em entrevista ao Brasil de Fato, Zelaya disse que, para vencer a situação, é necessário ter paciência e continuar as mobilizações por todo país. A repressão contra o povo continua no país, inclusive com o uso de bombas de gás lacrimogêneo. Nestes dias uma comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) estará em Tegucigalpa negociando um acordo que poderá terminar com o impasse.
O governo dos Estados Unidos defende a ideia de um golpe constitucional. Já Roberto Micheletti, responsável pelo golpe, não esconde que a deposição de Zelaya aconteceu porque ele se aproximou de um “populismo ao estilo chavista” e tomou medidas de esquerda. Foi o que disse ao jornal argentino Clarin. Zelaya foi deposto quando tentava realizar uma consulta popular para saber se a população hondurenha aprovava uma reforma constitucional.
Diariamente tem ocorrido violência contra a imprensa em Honduras. A rádio Globo contrária ao golpe, por exemplo, foi invadida pelos militares apoiadores de Micheletti. Os ouvintes puderam ouvir as violentas batidas na porta da emissora. O Canal 36 de TV também foi fechado.