aO truque mais esperto da propaganda é acusar o inimigo de fazer uma coisa que nós também estamos fazendo.
Joseph Goebbels (1897-1945) – ministro da Propaganda de Hitler
aMeu maior objetivo, foi talvez despertar a atenção dos senhores para o desejo de as pessoas oriundas das classes populares em se ver na televisão como elas são verdadeiramente. Para isso deveriam ser explorados fatos como as dificuldades de acesso aos direitos sociais garantidos pela constituição e negados a população como: saúde, educação, habitação, alimentação, entre outros. A novela seria mais útil e cumpriria seu papel social se explorasse mais as diferenças sociais e econômicas entre pobres e ricos do país. Dessa forma aa verdadeiras Vidas Opostas estariam sendo mostradas.
Marcela Figueiredo, estudante de Comunicação, sobre a novela Vidas Opostas, nesta edição do BoletimNPC, na seção De olho na Mídia – 03/02/2007
aO perigo é a gente transformar pobreza em folclore ou em gênero cultural, naturalizar isso, achar que “puxa, é legal ser pobre”. Aceitar essa domesticação do racismo, do preconceito, da desigualdade e criar o pobre criativo e feliz, mas fora da universidade, sem disputar emprego com os garotos de classe média. Enfim, o pobre “limpinho” do discurso higienista, pronto para consumo, sem um sobressalto ético, sem perceber a violência física e simbólica a qual esses jovens são submetidos.
Ivana Bentes, professora de Comunicação da UFRJ, sobre os recentes lançamentos na tevê e no cinema abordando as periferias urbanas – Brasil de Fato – 05/02/2007
aNo Penal, minha área, o direito é feito para causar mal às pessoas que a sociedade e o capitalismo excluem. A sociedade seleciona alguns e põe na cadeia. (…) Talvez sejamos algo entre o macaco e o homem. Ao humano não chegamos ainda.
Amilton Carvalho, desembargador do TJRS, um dos fundadores do direito alternativo.