[Luisa Santiago] Na noite de 31 de março de 2005 o Rio de Janeiro testemunhou a maior chacina já vista no Estado. A matança ocorrida nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados superou em número de mortos o episódio da Candelária de julho de 1993, quando oito meninos, moradores de rua, foram assassinados por PMs; e também o massacre de Vigário Geral, em agosto do mesmo ano, quando 21 trabalhadores e estudantes foram mortos por ao menos 40 policiais. Na Chacina da Baixada foram 29 mortos. Pessoas comuns que foram pegas de surpresa na porta de casa, nas ruas ou em bares.

Em maio de 2005, 11 Policiais Militares foram denunciados pelo Ministério Público e foram presos. Em fevereiro de 2006, foram a júri popular cinco deles, acusados de 29 homicídios, uma tentativa e formação de quadrilha. Outros dois foram acusados apenas por formação de quadrilha, Gilmar Simão, assassinado em outubro de 2006 e Ivonei de Souza, que entrou com recurso. A pedido do Ministério Público os demais foram postos em liberdade por falta de provas.

Nesta segunda-feira 07/11, teve início no Tribunal do Júri de Nova Iguaçu o julgamento de mais um dos cinco policiais militares acusados, o cabo José Augusto Moreira Felipe. O soldado Fabiano Gonçalves Lopes também seria julgado nesta segunda-feira, mas o processo foi desmembrado a pedido da defesa, e uma nova data será marcada.