
[Por João Pedro Stédile] Em 8 de outubro cumpre-se o aniversário do assassinato de Che Guevara pelo exército boliviano. Decididamente, a contribuição de Che, por suas ideias e exemplo, não se resume a teses de estratégias militares ou de tomada de poder político. Analisando sua obra falada, escrita e vivida, podemos identificar em toda a trajetória um profundo humanismo. O ser humano era o centro de todas as suas preocupações. Isso pode-se ver no jovem Che, retratado de forma brilhante por Walter Salles no filme Diários de Motocicleta, até seus últimos dias nas montanhas da Bolívia, com o cuidado que tinha com seus companheiros de guerrilha. Defendia com suas teses e prática o princípio de que os problemas do povo somente se resolveriam se todo o povo se envolvesse, com trabalho e dedicação. A indignação contra qualquer injustiça social, em qualquer parte do mundo, escreveu ele, seria o que mais o motivava a lutar.