O jornalista Renato Pompeu divulgou, na Caros Amigos de fevereiro, o romance O rastro do jaguar (Leya, 2009), do mineiro Murilo Carvalho. Segundo o jornalista, este livro tem várias coisas em comum com o romance Um defeito de cor (Record, 2006), de Ana Maria Gonçalves. Para ele, ambos são os únicos romances brasileiros do século 21 que retomam as alturas de Grande serão: veredas, do mineiro Guimarães Rosa. Os dois receberam prêmios internacionais importantes, e foram praticamente ignorados pela grande mídia brasileira. “Talvez tudo isso se explique por outro ponto em comum: ambos retratam etnias que, se são dominantes na formação da Nação, não são dominantes na grande mídia: os negros, no caso de Gonçalves, e os índios, no caso de Carvalho. (…) O livro de Murilo Carvalho, jornalista que foi do semanário Movimento, de oposição ao regime militar, e da Folha de São Paulo, levou trinta anos para ser escrito e é uma obra-prima épica de mais de 560 páginas, que retrata a busca pela mítica Terra Sem Males, em meio aos horrores da Guerra do Paraguai”.
Leia o texto completo em nossa página.