Moradores do chamado complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, e movimentos sociais realizaram um ato no dia 20 de dezembro para exigir a punição dos responsáveis pelas mortes do menino Matheus e de tantos outros jovens já assassinados nas favelas cariocas. Matheus tinha oito anos e morava na localidade conhecida como Baixa do Sapateiro, na Maré. Ele saía de casa para comprar pão no dia 4 de dezembro quando foi morto com um tiro na nuca.
Os moradores acusam policiais militares do 22º BPM pelo assassinato. A polícia alega que Matheus é mais uma vítima de “troca de tiros”. Entretanto, a análise do local do crime já constatou que não há marca de tiros nas paredes perto de onde o garoto foi atingido.
“Infelizmente essas duras histórias não param de se repetir em favelas do Rio de Janeiro. A política de extermínio do favelado ceifa a vida de quem está pela frente ou, no caso, de costas. A política de segurança pública deveria por princípio resguardar a vida. Entretanto, o que se vê são policiais explicando e justificando o inexplicável e o injustificável”, exclama o panfleto de convocatória para o ato.
No dia 10 de dezembro, data do aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, houve uma manifestação para cobrar o fim da política de extermínio do Estado. Familiares de Matheus também estavam lá.