Bastou Fidel Castro se afastar de suas atividades por conta de uma cirurgia que a imprensa do mundo ocidental, pelo menos, manifestasse a sua vontade de ver morto o líder da Revolução Cubana. As matérias mostram comunidades de cubanos nos Estados Unidos festejando a doença do presidente. O site UOL, por exemplo, exibe uma galeria de fotos que tenta ilustrar a história de Fidel, como se já estivesse morto. Uma galeria de memórias póstumas. Esse é o maior desejo dos Estados Unidos: que Fidel morra. O receio de grande parte dos analistas e a aposta dos EUA é de que com a morte do líder Cubano, as idéias socialistas também se apaguem. O esforço dos EUA será grande nesse sentido. Se o caso se passasse com uma grande estrela de hollywood, com certeza o governo Bush faria suas investidas para que o mundo chorasse o fato. O telecentrismo, e o telecinismo americano ainda são muito fortes. Os EUA também festejam a morte de 37 crianças inocentes no Líbano. Festejam a morte de negros e negras vítimas do Katrina. Os EUA festejam a morte, sempre que podem. Os tele-papagios do ocidente apenas refratam e não refletem sobre isso.
(Por Mário Camargo)
Fidel Castro: biografia a dos vocês, de Ramonet, é lançado no Brasil
Fidel Castro: biografia a duas vozes, de Ignacio Ramonet, traduzido por Emir Sader, acaba de ser lançado Boitempo. Preço: R$ 66,00. Na obra, Fidel conta sua trajetória desde sua educação jesuíta de filho de latifundiário até sua transformação em guerrilheiro. A tentativa de tomada do quartel Moncada, quando é preso e exilado de Cuba, o encontro com Che Guevara no México e a longa relação entre os dois, os anos de combate na guerrilha e o início da revolução. Bastidores de momentos importantes da história são contados do ponto de vista do dirigente cubano, como a crise de outubro de 1962 entre a União Soviética e os Estados Unidos, a chamada “crise dos mísseis” em torno de foguetes soviéticos na ilha, o ponto em que o mundo chegou mais próximo de uma guerra nuclear. A participação de Cuba na luta pela independência dos países africanos e a sobrevivência à derrocada do bloco soviético também são analisadas.Informações: www.boitempoeditorial.com.br.