MC Leonardo, do Movimento Funk é Cultura e da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAfunk) também é um dos convidados do Curso Anual do NPC. Juntamente com a professora da Universidade Federal Fluminense, Adriana Facina, participará da mesa A arte na periferia. 

A Apafunk foi criada em agosto desse ano, no Rio de Janeiro. “Reivindicar politicamente o funk como cultura nos fortalecerá enquanto coletivo para combatermos a estigmatização que sofremos e o poder arbitrário que, pela força do dinheiro ou da lei, busca silenciar a nossa voz”, diz o manifesto da Associação. 

MC Leonardo explica que o Funk carioca não é só o que se vê no mercado e que o ritmo, como os outros, também tem uma função social a cumprir. 

“Todos os ritmos do nosso país têm por obrigação de fazer alguma coisa pelo social, pois somos um país de uma desigualdade muito grande e precisamos usar nossa arte para lutar contra isso (informação é uma arma poderosa). Mas atribuo essa obrigação ao Funk, de maneira muito mais clara, porque além da Favela sofrer mais do que qualquer outra parte da cidade no que diz respeito à segurança pública, a produção musical do Funk é de longe a maior do país. A grande mídia sabe disso, por isso propaga o Funk de maneira nada agradável, o que faz o Funk ser o que é nas cabeças das pessoas desinformadas sobre o movimento”. 

O que acham de tentar quebrar esse estereótipo e mostrar o Movimento Funk é Cultura em nossos jornais?