O Museu da Maré, comunidade da zona norte do Rio de Janeiro, foi sede da 3ª Teia da Memória, encontro promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A Teia da Memória, já realizada em Fortaleza e em Salvador, tem como objetivo a troca de experiências entre os Pontos de Memória, projeto do Ministério da Cultura em parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. O encontro foi do dia 15 ao dia 17 de dezembro. Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do Museu da Maré, Luis Antonio de Oliveira, citou como exemplo da expansão de centros de memória o surgimento do Museu de Favela (MUF), na comunidade do Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio, e o da Rocinha, prestes a ser inaugurado. Oliveira considera que ainda há um longo caminho a percorrer no processo de multiplicação de museus em favelas e periferias em todo o país.
O Museu da Maré foi criado em 2006 a partir da iniciativa da própria comunidade. Com um acervo formado a partir de contribuições dos próprios moradores das 16 comunidades que formam o Conjunto da Maré, o museu já contabiliza 28 mil visitantes. Localizado na Avenida Guilherme Maxwell, 26, o museu funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 14h, com entrada franca.